Archive for agosto \29\UTC 2008

etasções

agosto 29, 2008

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desenhos técnicos

agosto 27, 2008

dispensam comentários

arte e autoria

agosto 23, 2008

depois de algum tempo sem passar por lá, estive na cidade universitária da usp, no butantã. ao descer do onibus, me deparei com uma obra de arte em construção, no jardim da fea.

achei muito interessante ver o momento da execução, é uma coisa que eu nunca tinha visto. a gente tá acostumado a ver a escultura pronta, aquele traço expressivo, aquelas cores e tudo mais, e nunca vê a hora da sua concretização.

no caso da tomie ohtake, autora desta obra, mais ainda, pois suas esculturas são sempre muito gestuais, muito autógrafas. como fica isso? ela faz aquele gesto único, mas é necessário uns 20 peões pra passar aquilo pruma peça de aço.
já pensou se o da vinci tivesse uma equipe pra passar uma passar um quadro dele a limpo?

o mesmo problema ocorre na arquitetura. porém, a divulgação das obras na arquitetura ainda ocorre. na escultura é raro. com raras exceções, não é o tipo de coisa que se fotografa e publica. por ai.
no jornal do campus da usp saiu uma foto da obra em construção, avisando que em breve ela seria inaugurada. mas a foto foi tirada no fim do dia, quando não havia ninguem trabalhando, apenas a obra inacabada e seus andaimes.

claro que foi a tomie quem idealizou o troço. mas sem uma equipe ela não botaria uma chapa metálica de pé, muito menos curva. e no fim, quem é o autor?

no trem

agosto 17, 2008

dando continuidade à serie, mais alguns desenhos no trem. o foco são as pessoas ocupando os espaços do vagão de maneira inusitada.

esses são da ida pra mogi, dois espaçosos dormindo. lá no alto, na esquerda, uma mulher que esticou as pernas no par de bancos e dormiu profundamente. sempre segurando firmemente sua bolsa com os braços cruzados.

os outros dois desenhos são da mesma pessoa, um rapaz que dormia de boca aberta e ocupava dois lugares, um pra ele e outro pra mochila. o vagão encheu e ele não acordou, continuou ocupando dois lugares.

na volta, um tio com o braço apoiado na barrinha lateral, um outro com uma mala grande, e outro com o braço estendido sobre a cadeira ao lado. conforme o vagão enchia, ele recolheu o braço. um outro senhor, de pulôver, tentava apoiar seu cotovelo na bordinha da janela.

o rapaz de boné ficava com a perna pra fora, pois o banco é meio estreito. e o outro jovem de franja emo tentava ler um livro, primeiro se segurando na barra horizontal lá em cima, depois ficando encostado na barra vertical.

histórias pra contar

agosto 17, 2008

eu não to acompanhando muito as olimpíadas, mas como todos assistem (inclusive meus irmãos) eu acabo vendo.

hoje acordei com as reportagens dos ultimos resultados, e me lembrei de uma música, chamada histórias pra contar. a composição é de orlando farias, da banda DOX, e a gravação é da banda Hipnose, eu e meus amigos. ouvindo hoje podemos perceber diversas desafinações, tanto instrumentais quanto vocais, mas tem grande valor histórico (pra mim).

a gente fez ela lá pelo 1° colegial (não lembro bem), pra uma competição entre escolas chamada Olimpec (olimpiadas esportivas e culturais, acho).
acho que não ganhamos nada, mas tudo bem.

coincidentemente, no exato momento em que eu encontrei o CD com essa musica, a Marily dos Santos, que ficou em 51° lugar na maratona, respondia ao repórter o que diria quando chegasse ao Brasil: “vou ter muitas histórias pra contar”.

ps.: a guitarra utilizada na gravação foi essa da foto, que foi a que me inspirou a fazer a telekiki.

colação degrau

agosto 13, 2008

paibola

agosto 11, 2008

a brincadeira é a seguinte: furtavamos um substantivo do dialogo alheio para mote de meia pagina de historia, que finaliza apos duas paginas (quatro palavras, pois quatro vezes meia pagina da duas paginas).

cada um fazia uma historia, esta é a minha.

as palavras pescadas foram bola, miojo, mixirica e coringa.

o gil tokio tambem tem uma historia, passem lá pra conferir.

antes dessa rodada, fizemos historias do tipo paibola, que é um tipo de cavader delicado. outra hora eu posto alguns.

obs.: paibola é o nome dado pelos pingados pra historias coletivas, onde cada um começa desenhando uma historia, e depois de um tempo determinado passa para o proximo. o resultado sao historia nonsense. cadaver delicado era uma pratica dos surrealistas com esta mesma logica.
ainda que esta historia nao seja exatamente um paibola, achei bom o nome por que começou com bola, e foi no dia dos pais.

pra acabar, um desenho feito depois, sob o tema da ultima palavra.

verinhos

agosto 11, 2008

desenho feito no papel do restaurante depois do almoço de dia dos pais.

como eu to enferrujado de desenhar…

pinacoponte

agosto 10, 2008

neste fim de semana fomos à pinacoteca do estado, pra ver uma instalação chamada contemplação suspensa, do artista rubens mano. fomos so pra subir na ponte que fizeram no octogono.

logo de cara, uma decepção: dizem os textos sobre a obra que a ponte serve pra ver uma projeçao da cidade filmada por cima. mas o video nao passava sob a ponte, mas numa tv na salinha ao lado (acho que faltou verba). no fim, a ponte serve so pra subir e ponto.
e nem é uma ponte, pois nao liga com o outro lado.

enfim, fomos lá subir. é muito legal, são dois andares altos, da uma vertigem boa.

o problema eram os funcionários que tomavam conta da entrada. por questões de segurança sobem apenas um por ves (ate ai tudo bem). alem disso, chegamos um pouco tarde, faltava pouco tempo pra fechar. eles ficavam nos apressando (quando der 18h vai fechar…), entao a gente via meio rapido pra dar tempo do resto da fila ver.

tambem ficavam encanando com bolsas, celulares e cameras, pra nao levar. acabei nem conseguindo tirar uma foto de la por causa disso…

bem, pelo menos subimos no treco.

pra acabar a noite, fomos comer uma esfiha (e kibe tambem).

havia uma polemica sobre as esfiharias jaber e catedral, que ficam lado a lado no paraiso. fomos para o catedral, que tem mesas, mas compramos algumas esfihas do jaber pra comparar.

nao chegamos a uma conclusao. num teste cego, acho que ambos seriam aprovados.

anaglifo

agosto 2, 2008

este post exige o uso de equipamentos especiais, os mundialmente famosos óculos 3d. quem não tiver um providencie. vá assistir algum desses filmes novos, roube um do seu vizinho, ou coma duas trufas de embalagens azul e vermelho. o fato é que sem os óculos não é possivel apreciar toda a riqueza que estas imagens propiciam.

não vou explicar todo o mecanismo do anaglifo aqui, quem quiser saber dê um google, existem milhares de sites que explicam muito bem. basta saber que são duas imagens diferentes sobrepostas, separadas pelas cores. o óculos desfaz esta separação (e dá tontura e dor de cabeça de brinde, em caso de uso excessivo).

esta primeira imagem é da casa modernista da rua santa cruz, do arquiteto gregori warchavchik. as próximas duas imagens são da casa pery campos, do arquiteto rodrigo lefevre. ambas ficam em são paulo.

eu modelei estas maquetinhas no sketchup, para um estudo da faculdade. as imagens do modelo nem usei no final, foi apenas uma desculpa pra conhecer melhor os projetos.

aproveitando que eu ja tinha o modelo digital, foi facil gerar os anaglifos. bastou fazer vistas com a diferença de pontos de vista (paralaxe) e cruzar elas no photoshop, separando os canais.