Archive for setembro \28\UTC 2009

sentido

setembro 28, 2009

maos

do alto do meu quarto de século, começo a vislumbar a que viemos.
ou pelo menos como eu funciono.

preciso de mestres que ensinem, que guiem, que mostrem possibilidades, como fazer, que indiquem quais caminhos ja foram trilhados e quais estao por trilhar

preciso de companheiros pra dialogar, pra desenvolver, pra estimular, pra ter compromisso, fazer junto

preciso ensinar, ajudar, colaborar, passar pra frente alguma coisa do que aprendi-fiz-pensei, pra fazer com que um pouquinho do que sou entre no grande ciclo das coisas, e contribua para algo maior do que um individuo

e o melhor é quando estes tres se misturam

porque a vida se faz no coletivo. por que sozinho nao sou nada.

Anúncios

0:00

setembro 23, 2009

DSCN3534

era zero horas e zero minutos no relógio da rua,
e eu olhei para o brecheret de dentro do meia meia nove a.

era precisamente zero horas e zero minutos. exatos. redondos.
quer dizer, não era tão redondo. era quadrado.
era digital. discretizado. era naquele relógio que marca inclusive a temperatura.

a temperatura eu não vi, por que à zero horas não tem trânsito na brigadeiro, nem na brasil.
e por isso o meia meia nove a passou rápido. só deu pra ver o brecheret, e que eram zero horas e zero minutos no relógio da rua.

batidas no violão – parte 3

setembro 12, 2009

Dando continuidade à série batidas no violão.
Lembrando que não sou nenhum profissional, na verdade estudei muito pouco. Aprendi mais na prática, com ajuda de amigos. Vou relatar da maneira que eu aprendi, podendo inclusive haver erros no que eu digo.

Existem basicamente três maneiras de se tocar as cordas:
1 – Batida: “bater” todas as cordas com os dedos (uma explicação mais completa virá mais adiante). Também pode ser feito com palheta. O mais utilizado em música pop/rock;
2 – Dedilhado/Batida (puxada): tocando cada corda com um dedo (mas não as seis cordas, a não ser que você seja polidáctilo), mas todos ou quase todos simultaneamente (às vezes o polegar se destaca como bordão). Muito utilizado em Bossa Nova, MPB;
3 – Dedilhado: tocar cada corda com um dedo, com pouca sobreposição entre as notas. Ou seja, sem tocar varias cordas ao mesmo tempo. É o que se chama de arpejo em música erudita, que é onde é mais utilizado;

Lembrando que não há uma relação direta entre estas técnicas e os estilos citados como exemplo. Assim como também não há uma separação tão nítida entre as técnicas, sendo perfeitamente possível misturá-las.

aqui vai a primeira delas

1 – Batida
Pra começar, é legal aprender uma batida bem simples, comportada. Com o tempo a gente se desprende destas regras, e passa a fazer a batida como da vontade.
Pra uma batida simples, utilizamos três modos de tocar as cordas:
– Polegar: passando a “barriga” do dedão (o lado de dentro da ponta do dedo), de cima pra baixo.
– Indicador: passando a “barriga” do indicador, de baixo pra cima.
– Todos: passando as unhas de todos os dedos, exceto o polegar, de cima pra baixo. Na verdade não é bem passar. É mais como de estivesse com a mão fechada e abrisse os dedos.

Pras batidas simples usadas aqui, será definido que os toques para baixo serão nos tempos (números) e os toques para cima serão nos meios-tempos (“e”). Mesmo quando algum tempo não é tocado, é interessante a mão manter o movimento de balanço para cima e para baixo.
Há quem faça este movimento apenas com a mão, mantendo o pulso estático. Pra outros, a mão toda faz o movimento para cima e para baixo, movimentando o pulso, e às vezes até o braço.

Batida utilizada no vídeo:

1 e 2 e 3 e 4 e
P I T I P I T I

Lembre-se de repetir diversas vezes esse padrão.
Essa batida é didática, mas muito monótona, pois ocupa todos os espaços. O ritmo se faz com cheios e vazios.

Uma batida mais interessante, e mais útil:

1 e 2 e 3 e 4 e
P   T I   I T

Com uma batida dessa e os principais acordes maiores e menores você toca uma infinidade de músicas pop, como Legião, Paralamas, Capital Inicial, Skank…
Por mais que não fique idêntico, fica “tocável” e “cantável”, já dá pra horas de rodinha de violão.

Depois vá fazendo variações. A partir daquele padrão inicial, basta ir omitindo alguns tempos, que você vai criando padrões rítmicos diferentes.

Pra tocar batida com palheta (o que é mais recomendável para violões aço), basta pensar apenas em “para baixo” e “para cima”.
Fica mais simples ainda:

1 e 2 e 3 e 4 e
B   B C   C B

originalmente publicado no forum cifra club.