Archive for outubro \29\UTC 2009

uma pequena reflexão ecológico-econômica

outubro 29, 2009

1

tem aquelas histórias da austrália, que um dia levaram pra lá um inseto sem querer – acho que era um grilo – e o bicho virou uma praga. não tinha um predador que o comesse, então se multiplicou loucamente e acabou com as lavouras. pra combate-lo, levaram um sapo, e comeu os grilos. e entao se multiplicou, e virou uma praga tambem. aí levaram uma cobra que come o sapo. e assim ad infinitum.

um dia me responderam assim: mas também, o ecossistema da austrália é uma piada.
sendo uma ilha, todas as espécies vivem relativamente confinadas, o ecossistema é pequeno. por isso tem uns bichos tão peculiares como o canguru e o ornitorrinco.

depois fui descobrindo que, durante o brasil colônia trouxeram muitas coisas pra cá. entre elas, o gado – até onde eu sei não haviam bois nem vacas – e os cavalos, além de plantas, como o café. tudo isso pegou muito bem aqui, girou a economia colonial, e não virou praga. a meu ver, por que temos um espaço muito maior que a austrália e uma biodiversidade muito mais rica, tem um ecossistema mais complexo.

conclusão ecológica: um ecossistema mais forte aguenta essas “inserções”.

2

o mesmo brasil colônia, por sua vez, sempre se baseou um monoculturas. teve o ciclo da cana, que rendeu e acabou. teve umas tentativas de ciclo do algodão. teve ciclo do café, que rendeu bem, e depois estagnou. e, acho que o mais emblemático pra conversa aqui é o ciclo da borracha, na amazonia.

descobriram a borracha, começaram a montar uma estrutura para extrair esse treco da floresta. criaram cidades inteiras só pra isso. manaus é uma delas e, no extremo, a fordlandia.  aí levaram a seringueira pra outros lugares, e quebrou a produção borracheira amazonica.

me ensinaram uma vez que nunca se põe todos os ovos numa mesma cesta. a monocultura é tão fragil que pode ser facilmente desestruturada.

conclusão economica: a economia brasileira é uma piada.

redes urbanas

outubro 9, 2009

RU2

a idéia é a seguinte: voce pega uma rede, amarra e deita. onde voce quiser/conseguir. em um par de postes ou arvores. pode ser numa calçada, numa praça, num largo, num jardim. só não pode atrapalhar o fluxo dos transeuntes.

RU1

por que as redes urbanas não são apenas de transporte. por que as áreas livres também são de estar.

um videozinho nosso:

eis que, depois de feita a experiencia, fiquei sabendo de um trabalho praticamente igual, feito por laura sobral, o objetivo agora é canalizar os esforços e ampliar a idéia.