Archive for the ‘cidade’ Category

mení ala carte

janeiro 6, 2013

E andando por aí estive colecionando uns cardápios interessantes. Tinha mais, mas perdi alguns ao longo do tempo e das formatações dos computadores… Achei que uma hora renderia um tumblr temático, como tem uns muito bons por aí, aberto a colaborações, mas acho que não consigo administrar isso. Se alguém quiser, pode roubar minha ideia (se é que já não existe).

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vaca tolada

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temperodo – refocado

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ceverja (adendo)

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ceborlinha (os chineses são boas fontes)

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serv serv: custela – cuzidosDSC07033

peni arromanesca – alho e olho – colve flor amilanesa – pescada adorê – legumes gratinado – linguissa apimenta

bom apetiti!!!

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hidrante sorridente

janeiro 6, 2013

juntando um pouco disso, com isso, mas sem nunca saber se alguém bebeu na fonte de alguém, achei isso:

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desenferrujando os dedos

dezembro 3, 2012

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coisas que só o street viu

setembro 26, 2012

E estava eu lá passeando pelo Google StreetView e eis que me deparo com uma surpreendente coincidencia.

Deve ter chovido forte no dia anterior às fotos, pois encontrei duas árvores recém caídas no mesmo bairro.

Mais curioso é que as duas estavam em praças onde se encontram casas bandeiristas (a casa do bandeirante e a casa do sertanista, ambos parte dos museus do município de são paulo).

Será alguma conspiração anticolonial?

pra que serve?

maio 12, 2012

Sairam  hoje no jornalzinho publi metro, aquele verdinho que dão de graça nas ruas, duas notícias sobre a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), lado a lado.

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A CET é uma companhia de economia mista, subordinada à Prefeitura de São Paulo. Ou seja, em essencia é uma companhia pública.

Na notícia maior, a CET está processando a APEOESP (Sindicato dos professores da rede estadual), alegando que um protesto por eles realizado gerou problemas no transito, o que acarreta em custos operacionais extra.

Na segunda notícia, bem discreta na lateral, a mesma CET vai mobilizar sua equipe para fechar uma rua chique nos jardins para a realização de um evento chamado Avant Gabriel Chandon. Trata-se de um evento organizado pelo Grupo Doria em parceria com a Chandon (fabricante de bebidas) e a SPTuris (empresa de turismo da Prefeitura). O evento, que foi chamado em outro jornal de “a virada cultural dos glamurosos”, inclui além das lojas da rua shows, pontos de massagem, cupcakes e pet drinks.

O chefe do grupo Doria já foi secretário municipal de turismo, daí ele ter interesse em organizar eventos, e também a facilidade em conseguir o apoio institucional.

Pra mim não fica claro o motivo da CET se preocupar em cobrar dos professores que brigam pelo ensino público os gastos extra e não se preocupar em mobilizar meios para fechar uma rua por mais de 40h em um evento pretensamente turístico.

sou otário – eu paro na faixa (parte 4)

fevereiro 6, 2012


E olha como a internet pode nos surpreender!

Uma ideia que eu vi surgir em 2008 e nem lembrava mais, e de repente vejo que ela reverberou por pelo menos mais dois anos! A campanha “eu paro na faixa” foi disseminada por iniciativas diversas, chegando a ganhar um tumblr e até uma pequena reportagem no Estadão! Por isso acho que vale a pena requentar minha humilde contribuição nessa divulgação.

O site oficial: http://www.souotario.xpg.com.br

frederico alfredo e totó – virada cultural 2011

abril 18, 2011

mais uma virada, sempre na expectativa de sentir como a cidade pode ser usada durante a noite.

esse ano pareceu um pouco diferente dos anteriores (se bem que cada um eu fui num horário bem diferente, o que dificulta a comparação), as pessoas pareciam mais tranquilas, ehaviam bastante lixeiras e avisos para evitar o saldo final dos outros anos. em compensação, também parecia que haviam menos shows e acontecimentos em geral. às 23h era possível andar tranquilamente pelos arredores da praça da república.

pra reclamar um pouco mais, os únicos dois eventos que havíamos programado foram frustrados. o primeiro foi cancelado, o passeio noturno no parque da luz. o segundo foi mal informado: o site do cinesesc dizia que os ingressos seriam distribuidos 1h antes da sessão dos filmes, mas na verdade foram distribuídos durante a tarde.

no fim das contas, as única atividade realizadas foram uma caminhada pelo centro (não diferente das habituais) e a segunda edição dos infláveis, o frederico alfredo e seu amigo totó, dando continuidade ao ano passado, num desenvolvimento um pouco lento. esse ano foi testado um boneco maior, que aproveita mais o vento e dialoga melhor com a escala urbana, que resultou numa interação maior com as pessoas.

êrros ortographycos?

março 7, 2011

Já cansei de ouvir acusações de que o computador e a internet deseducam os jovens, tornando-os preguiçosos para escrever, o que é ricamente ilustrado pelas abreviações do tipo “q”, “vc”, além de erros e desleixos ortográficos.

O que ninguém lembra é que a língua não é uma coisa estática, e há não muito tempo atrás a grafia de muitas palavras era diferente.

No mapa Sara Brasil (de 1930, executado pelo “methodo Nistri de aerophotogrammetria”) encontramos palavras como “organisado”, “empreza”, “officiaes”, etc. Em outro mapa, de 1924, está grafado “organizada pelo escriptorio technico”, de modo que parecem valer as duas opções.

Curiosamente, me deparei com uma citação que não apenas contém palavras grafia diferente da atual, como também abreviações interessantes (ressaltando que se trata de um documento oficial):

Em 1776, o diretor do aldeamento de Itaquaquecetuba recebia a seguinte ordem: ‘que não consinta, q. os Indios vivão desagregados nos matos, antes sim os congregue, e faça morar nessa Aldeya, onde devem pernoitar todas as noites, fazendo-os ir de manhã cedo a trabalhar nas terras, q. les destinar pª elles fazerem as suas roças, q. devem ser quanto mais perto possível dessa Aldeya’.
(LANGENBUCH, J. R. – A Estruturação da Grande São Paulo, 1971. p 56)

Ou seja:

1. Há menos de um século atrás era possível trocar um s por um z; mas nas ultimas décadas isso virou culpa da internet.

2. Há mais de dois séculos atrás já se usava a abreviação para “que”; ao contrário do que costuma-se afirmar, isso também não é culpa da internet.

museu da língua

janeiro 20, 2011

fui visitar o museu da língua portuguesa, instalado no edifício da estação da luz, pra ver a exposição sobre o fernando pessoa. as impressões que eu tive quando fui da primeira vez (ver a exposição sobre a clarice lispector) se reforçaram.

daquela vez não permitiam fotografar nada, por isso acho que nem me animei a postar sobre. o que eu acho que é uma idiotice, pois o povo que vai visitar quer fotografar por que gostou do negócio. agora já permitem, só que sem flash (e tem motivo pra isso, como veremos), e minha teoria se confirmou: muita gente posando pra se fotografar no meio da exposição. é um meio de “consumir” as instalações.

logo na entrada tem uma escultura muito interessante (autoria de rafic farah), uma árvore de palavras. só acho que ela fica muito espremida entre os dois elevadores, mas a verticalidade dela tem a ver com a prumada do acesso.

logo de cara a gente é convidado a assistir um filminho, no terceiro andar. dois, na verdade.

o primeiro é um filme comum (exceto pelo formato da tela, que é extra-wide, usava três projetores, dá pra ver de leve a marca de sobreposição na foto). fala sobre a evolução da língua, etc., é até interessante. mas a produção visual é extremamente exagerada (pra não dizer brega).

a segunda sessão é bem mais interessante, vários poemas recitados por pessoas variadas (atores, cantores, poetas, eventualmente os próprios autores) acompanhado de animações relacionadas, projetadas no teto (por mais quatro aparelhos data-show), de qualidade gráfica muito superior ao video anterior.

a interferência da estrutura de madeira da cobertura é um dos únicos indícios de que o museu se encontra dentro de uma estação de trem centenária.

nessa hora entendi por que proibem o uso de flash. as animações tem sempre fundo preto, o que exige escuridão total (nota-se a foto bastante granulada). mesmo a luz do autofoco da camera, aquela laranja, chega a incomodar (tive que desligar ela).

depois disso partimos para o primeiro andar, a exposição do fernando pessoa.

os dois vídeos assistidos são “padrão”, fazem parte das exposições permanentes (no segundo andar, não visitamos dessa vez). senti falta de um vídeo introduzindo o poeta, sua obra, etc. de repente a gente dá de cara com mil heterônimos e uma cenografia extasiante, achei um pouco traumático.

como é característico do museu, a exposição esbalda tecnologia, nem sempre com sucesso.

logo na entrada há umas cabines para os principais heterônimos, com citações projetadas. no chão há um circulo marcado, onde a pessoa se posiciona pra ler e, pela presença, a projeção avança automaticamente para a próxima citação. as cabines estavam totalmente desabitadas, e o mecanismo de avançar a projeção não funcionava tão bem, fazendo-nos desistir de ler.

pra contrabalançar, um recurso tecnológico que me pareceu funcionar bem era um fac-símile de um caderno projetado numa mesa, cujas páginas são viradas ao passar a mão sobre ele. simples e muito mais intuitivo.

havia também uma espécie de labirinto com citações nas paredes (nem fotografei, acho que acabei me focando na parte tecnológica). Algumas coisas achei gratuitas (ou não entendi mesmo), como letras prateadas ou coladas em tabuinhas, mas haviam outras bem interessantes, como o uso de espelhos pra ler poemas escritos invertidos na parede, e furos nas paredes que separavam para espiar outro ambiente. tudo mais simples (e econômico), e não menos funcional.

enfim, meu parecer final (ainda) é: exposição bem montada, com recursos para investir, mas exagerando na parte tecnológica, o que acaba tirando um pouco o foco do conteúdo.

me lembro, por exemplo, que entre tantas pirotecnias na exposição da clarice, o que mais me tocou foi um simples vídeo com depoimentos dela.

ps.: se alguém estiver a passeio pro lá, recomendo visitar as pinacotecas, principalmente o memorial da resistência.

e lá vamos nós….

janeiro 14, 2011

Não sei se dá azar começar o ano postando coisa ruim, mas é que só coisas tristes assim pra me fazer tirar um tempo pra manifestar a opinião.

Em três dias as chuvas destruíram cinco cidades no Rio de Janeiro, e mais uma centena de alagamentos por São Paulo.

Já tem um tempo que isso tá acontecendo, grandes desastres causados por chuvas e coisas do gênero. Há quem atribua a culpa à divindades, como se fosse um apocalipse.

Acho que é mais uma resposta da natureza para os abusos que o ser humano anda cometendo: ocupação desordenada de regiões de risco, impermeabilização do solo, toda uma série de desregulações no processo de urbanização.

Se pensar na natureza como uma divindade, então talvez seja mesmo um apocalipse. E os humanos não foram escolhidos pra ser salvos.