Archive for the ‘diz que fui por aí’ Category

mení ala carte

janeiro 6, 2013

E andando por aí estive colecionando uns cardápios interessantes. Tinha mais, mas perdi alguns ao longo do tempo e das formatações dos computadores… Achei que uma hora renderia um tumblr temático, como tem uns muito bons por aí, aberto a colaborações, mas acho que não consigo administrar isso. Se alguém quiser, pode roubar minha ideia (se é que já não existe).

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vaca tolada

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temperodo – refocado

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ceverja (adendo)

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ceborlinha (os chineses são boas fontes)

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serv serv: custela – cuzidosDSC07033

peni arromanesca – alho e olho – colve flor amilanesa – pescada adorê – legumes gratinado – linguissa apimenta

bom apetiti!!!

frederico alfredo e totó – virada cultural 2011

abril 18, 2011

mais uma virada, sempre na expectativa de sentir como a cidade pode ser usada durante a noite.

esse ano pareceu um pouco diferente dos anteriores (se bem que cada um eu fui num horário bem diferente, o que dificulta a comparação), as pessoas pareciam mais tranquilas, ehaviam bastante lixeiras e avisos para evitar o saldo final dos outros anos. em compensação, também parecia que haviam menos shows e acontecimentos em geral. às 23h era possível andar tranquilamente pelos arredores da praça da república.

pra reclamar um pouco mais, os únicos dois eventos que havíamos programado foram frustrados. o primeiro foi cancelado, o passeio noturno no parque da luz. o segundo foi mal informado: o site do cinesesc dizia que os ingressos seriam distribuidos 1h antes da sessão dos filmes, mas na verdade foram distribuídos durante a tarde.

no fim das contas, as única atividade realizadas foram uma caminhada pelo centro (não diferente das habituais) e a segunda edição dos infláveis, o frederico alfredo e seu amigo totó, dando continuidade ao ano passado, num desenvolvimento um pouco lento. esse ano foi testado um boneco maior, que aproveita mais o vento e dialoga melhor com a escala urbana, que resultou numa interação maior com as pessoas.

museu da língua

janeiro 20, 2011

fui visitar o museu da língua portuguesa, instalado no edifício da estação da luz, pra ver a exposição sobre o fernando pessoa. as impressões que eu tive quando fui da primeira vez (ver a exposição sobre a clarice lispector) se reforçaram.

daquela vez não permitiam fotografar nada, por isso acho que nem me animei a postar sobre. o que eu acho que é uma idiotice, pois o povo que vai visitar quer fotografar por que gostou do negócio. agora já permitem, só que sem flash (e tem motivo pra isso, como veremos), e minha teoria se confirmou: muita gente posando pra se fotografar no meio da exposição. é um meio de “consumir” as instalações.

logo na entrada tem uma escultura muito interessante (autoria de rafic farah), uma árvore de palavras. só acho que ela fica muito espremida entre os dois elevadores, mas a verticalidade dela tem a ver com a prumada do acesso.

logo de cara a gente é convidado a assistir um filminho, no terceiro andar. dois, na verdade.

o primeiro é um filme comum (exceto pelo formato da tela, que é extra-wide, usava três projetores, dá pra ver de leve a marca de sobreposição na foto). fala sobre a evolução da língua, etc., é até interessante. mas a produção visual é extremamente exagerada (pra não dizer brega).

a segunda sessão é bem mais interessante, vários poemas recitados por pessoas variadas (atores, cantores, poetas, eventualmente os próprios autores) acompanhado de animações relacionadas, projetadas no teto (por mais quatro aparelhos data-show), de qualidade gráfica muito superior ao video anterior.

a interferência da estrutura de madeira da cobertura é um dos únicos indícios de que o museu se encontra dentro de uma estação de trem centenária.

nessa hora entendi por que proibem o uso de flash. as animações tem sempre fundo preto, o que exige escuridão total (nota-se a foto bastante granulada). mesmo a luz do autofoco da camera, aquela laranja, chega a incomodar (tive que desligar ela).

depois disso partimos para o primeiro andar, a exposição do fernando pessoa.

os dois vídeos assistidos são “padrão”, fazem parte das exposições permanentes (no segundo andar, não visitamos dessa vez). senti falta de um vídeo introduzindo o poeta, sua obra, etc. de repente a gente dá de cara com mil heterônimos e uma cenografia extasiante, achei um pouco traumático.

como é característico do museu, a exposição esbalda tecnologia, nem sempre com sucesso.

logo na entrada há umas cabines para os principais heterônimos, com citações projetadas. no chão há um circulo marcado, onde a pessoa se posiciona pra ler e, pela presença, a projeção avança automaticamente para a próxima citação. as cabines estavam totalmente desabitadas, e o mecanismo de avançar a projeção não funcionava tão bem, fazendo-nos desistir de ler.

pra contrabalançar, um recurso tecnológico que me pareceu funcionar bem era um fac-símile de um caderno projetado numa mesa, cujas páginas são viradas ao passar a mão sobre ele. simples e muito mais intuitivo.

havia também uma espécie de labirinto com citações nas paredes (nem fotografei, acho que acabei me focando na parte tecnológica). Algumas coisas achei gratuitas (ou não entendi mesmo), como letras prateadas ou coladas em tabuinhas, mas haviam outras bem interessantes, como o uso de espelhos pra ler poemas escritos invertidos na parede, e furos nas paredes que separavam para espiar outro ambiente. tudo mais simples (e econômico), e não menos funcional.

enfim, meu parecer final (ainda) é: exposição bem montada, com recursos para investir, mas exagerando na parte tecnológica, o que acaba tirando um pouco o foco do conteúdo.

me lembro, por exemplo, que entre tantas pirotecnias na exposição da clarice, o que mais me tocou foi um simples vídeo com depoimentos dela.

ps.: se alguém estiver a passeio pro lá, recomendo visitar as pinacotecas, principalmente o memorial da resistência.

trabalhando por voce?

agosto 14, 2010

mais metrô

governo elitista de são paulo

virada 2010!

maio 17, 2010

dando continuidade à série, a terceira virada cultural que eu vou, e a terceira que acontece desde o surgimento do blog.

não sei se foi a programação que eu fiz ou se foi uma abertura de possibilidades, mas eu achei que esse ano houveram mais eventos fora do padrão shows e espetáculos de palco. um bom exemplo foi o desfile de isnetos gigantes no vale do anhangabaú, destas duas fotos, com maquinas de pedalar que remetiam às engenhocas de guerra medievais.

também havia umas instalações/oficinia chamada agigantador de pessoas, que filmava e projetava os participantes nos prédios (infelizmentenão fotografei).
além disso, algumas intervenções ficas, como as barracas no ex-arranhacéu sampaio moreira, na libero badaró.

pela primeira vez eu participei ativamente da virada, fazendo parte da jam de quadrinhos da livraria hqmix, uma história onde cada página é desenhada por uma pessoa, e que acontece já há mais de três anos.

um fato que fortalece a minha ideia de eventos diferentes na virada foi o grande número de pessoas perguntando se a jam, cujos participantes foram previamente agendados, era uma oficina livre.

também participei através de um evento espontâneo, aproveitei a ocasião pra desenterrar um projeto antigo que estava parado. na sequencia dos bichinhos inflaveis, o pinguim do liniers.

como de costume, a presença do bichinho chamou a atenção dos transeuntes. teve gentesentando do lado dele pra tirar foto, criança brincando, e até um que agradeceu por possuir uma camera digital e poder registrar o momento.

ficam duas reflexões aqui.

uma é que a escala do pinguim não foi suficiente pra uma praça. poderia ser um bicho gigante como os do j. a. harris (e o vento é forte o suficiente), ou poderiam ser dezenas de pinguins!

outra questão são as ações espontâneas. as vezes encontrávamos em alguns cantos uma música mais tímida, músicos independentes, e eventos que acreditamos ser extra-oficial (assim como era o pinguim). acredito que é uma possibilidade que se abre, utilizar a virada pra promover eventos paralelos e independentes. fica a ideia.

diz que fui por aí: pinacotecas

novembro 20, 2009

alguns museus de são paulo se dividem fisicamente. uma vez fui numa galeria em baixo do viaduto do chá, acessada por uma escadaria no meio da praça do patriarca (onde hoje tem a casquinha do paulo mendes, na época não tinha). a placa dizia: masp. aquele mesmo, vermelhinho, da avenida paulista.

outro que se dividiu em dois foi a pinacoteca, onde estive essa semana. a principal fica naquele predio no parque da luz, consagrado em sua forma interminada, mas há poucos anos absorveu o edificio do antigo dops, nas proximidades.

o edificio, originalmente pertencente à ferrovia, abrigou o principal órgão de repressão da ditadura militar, o departamento de ordem politica e social (dops, criado pelo vargas, durou até o inicio dos anos 90, mas mudou de nome algumas vezes). em 2008 foi montado o memorial da resistencia, contando a história das ditaduras e das pessoas que por ali passaram.

o memorial foi montado com muito cuidado: videos e material multimidia muito bem feitos (sem exageros do tipo museu da lingua), um grande mural com linha do tempo, etc.  tudo isso muito bem casado com o espaço, que eram as proprias celas do prisioneiros. merecem destaque especialmente o corredor onde os prisioneiros iam tomar sol, e a ultima cela, com depoimentos de prisioneiros gravados em áudio.

mas o que considero mais importante é o conteúdo exposto, o fato de expor sem pudores o que foi de fato a repressão, a prisão e a tortura por motivos políticos (muitas vezes não comprovados). registrar e recordar esses fatos é um meio de evitar que voltem a acontecer.

só pra divertir um pouco (por que, apesar de ter gostado muitissimo, confesso que saí um pouco triste de lá), um vídeo. é uma instalação do artista alex flemming chamada “sistema uniplanetario”, no octágono da pinacoteca (a matriz).

oela

maio 25, 2009

oficina escola de luthieria da amazônia

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trata-se de uma organização não governamental que já tem mais de dez anos, e ensina crianças da periferia de Manaus a construir instrumentos acústicos de corda (violão, cavaquinho, etc). pra saber mais detalhes sobre o projeto, visitem o site oficial da oela.

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nas ultimas férias estivemos em Manaus, e decidi visitar essa escola. Com ajuda de um amigo que mora lá e que já conhecia o local, que fica num bairro afastado do centro. Foi um bom motivo pra sair do circuito turistico da cidade e conhecer um pouco mais dos arredores da cidade também.

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apesar de termos passado um pouco rápido por lá (fomos sem agendar visita, acabamos interrompendo o almoço do pessoal, que mancada!), deu pra conferir um pouco do trabalho que eles fazem. mais do que isso, deu pra sentir a seriedade do trabalho.

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o projeto ensina aos jovens não apenas um oficio, o artesanato com a madeira, a construção de instrumentos, o uso das madeiras amazonicas; mas tambem ensina informatica, exige a assiduidade escolar, e da perspectivas de futuro. quando participam de algum evento ou solenidade, quem representa o projeto são alunos que já concluíram o curso, mostrando o resultado na própria pessoa formada.

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centro cultural são paulo

maio 16, 2009

ou ccsp, para os íntimos. é um edifício que junta biblioteca municipal (de literatura, música, arte, dramaturgia, sei la mais o que), biblioteca braile, auditório para teatro, música, filmes, espaço para exposições, oficinas, mesas de xadrez, mesas de estudo, jardins, enfim, bastante coisa.

acho que deu pra perceber que eu gosto dele né? acho que é um espaço muito bem gerido, com boas programações. também é um projeto muito bom, que alia uma linguagem inusitada, principalmente nesta cidade, com uma organização espacial muito interessante. arquitetos luiz telles e eurico prado lopes.

croqui

as imagens que eu pus aqui pra ilustrar não são das mais convencionais, mas são as que eu tenho na mão. mas vou postando mais, esse post é só pra inaugurar o assunto. já postei algumas coisas antes, mas não explicitamente do ccsp.

virada cultural 2009

maio 3, 2009

e aqui vai um breve relato do que eu consegui ver dessa virada cultural de 2009.

cheguei só pelas 3h da manhã, e fomos direto ver o show do instituto e mais uma turma tocando o tim maia racional na avenida são joão.

problema número um: o metrô só tava funcionando até a estação anhangabaú, por que a república tá sendo toda quebrada pra receber a nova linha 4.
problema número dois, decorrente do número um: chegamos e o show já tinha começado, tava bem lotado.

mas pelo menos tinha telão, e o som tava bom. o show é excepcional.

depois ficamos zanzando pelo centro, pra encontrar uns amigos e comer alguma coisa. achamos esse ano mais bagunçado (dentro da nossa pequena visão de viradas dos dois ultimos anos), muita sujeira na rua, muita garrafa quebrada.

tentamos comer no habib’s, mas eles tavam fechando (apesar de ser 24h) por falta de comida no estoque. fomos para o macdonalds, e comemos entre varias pessoas dormindo nas mesas. isso já era umas 5h.

vimos o amanhecer pelos calçadões do centro, acho que uma das coisas mais inusitadas do passeio. junto veio o frio, um vento gelado, e as pessoas se amontoando em lugares abrigados, como a galeria olido, ou tomando o começo de sol na grama das praças.

depois zanzamos mais um pouco, tomamos um café, e quando tava perto das 9h fomos ver o cordel do fogo encantado, na são joão de novo. tava bem cheio, e o som um pouco baixo, mas ainda assim tava muito bom.

durante o show teve umas acrobatas penduradas num guindaste, muito bonito!

ano passado eu tambem escrevi sobre a virada, se alguem quiser dar uma olhada.

centro novo

março 31, 2009

é mais ou menos um ‘diz que fui por ai’, projeto que em sua essencia deixou de existir. ainda faço minhas caminhadas pela cidade, mas o carater mudou. agora são mais livres, sem metas, e em horarios mais variados, e menos fotograficas. o que é ruim, mas eu acabo esquecendo a maquina.

de qualquer forma, algumas imagens de um passeio domingueiro no centro de são paulo. visitamos um apto do mundialmente famoso copan, do tambem mundialmente famoso e centenário arquiteto orcar niemeyer. uma vista de dentro e uma de fora da escadinha helicoidal, na fachada traseira, sem os brises horizontais.

essa segunda foto foi tirada de outro predio. no centro, em meio aos arranha-ceus, ter acesso a algum edificio é um privilegio do ponto de vista fotografico (literalmente do ponto de vista).

assim sendo, aproveito pra registrar um pouco das peculiaridades arquitetonicas do centro novo sampaulistano (além anhangabau).  muitos deles art-déco, pelo periodo que a cidade se expandiu pra esses lados.

a trinca de predios do jacques pilon e do franz heep: biblioteca mario de andrade (pilon); estado de são paulo, atual hotel jaragua (pilon e heep); e edifício itália (heep). transição do déco pro moderno.

pra finalizar, um pouco de arte urbana.  foi nossa primeira tentativa de realizar a arte do joshua allen harris.  apesar de bem timida, foi bem sucedida. alguns problemas nas juntas, falta de habilidade no durex.

mas dificil mesmo foi achar um respiro, pois os do metro não sopram mais. esse era de estacionamento, o guardinha ficou nos olhando.