Archive for the ‘video’ Category

bandolim – with a little help from my friends

junho 7, 2013

e depois de 5 anos, finalmente está (quase) concluído mais este projeto. trata-se de um bandolim-capacete, construído em finais da década de 1970, desativado em algum momento dos anos 1980, e reinventado entre 2007 e 2013. agradecimento ao kenzo, sem o qual este projeto não teria saído ainda nesta década.

algumas fotinhas do processo

estado inicial

projeto de transformá-lo num bandolim elétrico

reconstrução

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mais águas

dezembro 12, 2012

frederico alfredo e totó – virada cultural 2011

abril 18, 2011

mais uma virada, sempre na expectativa de sentir como a cidade pode ser usada durante a noite.

esse ano pareceu um pouco diferente dos anteriores (se bem que cada um eu fui num horário bem diferente, o que dificulta a comparação), as pessoas pareciam mais tranquilas, ehaviam bastante lixeiras e avisos para evitar o saldo final dos outros anos. em compensação, também parecia que haviam menos shows e acontecimentos em geral. às 23h era possível andar tranquilamente pelos arredores da praça da república.

pra reclamar um pouco mais, os únicos dois eventos que havíamos programado foram frustrados. o primeiro foi cancelado, o passeio noturno no parque da luz. o segundo foi mal informado: o site do cinesesc dizia que os ingressos seriam distribuidos 1h antes da sessão dos filmes, mas na verdade foram distribuídos durante a tarde.

no fim das contas, as única atividade realizadas foram uma caminhada pelo centro (não diferente das habituais) e a segunda edição dos infláveis, o frederico alfredo e seu amigo totó, dando continuidade ao ano passado, num desenvolvimento um pouco lento. esse ano foi testado um boneco maior, que aproveita mais o vento e dialoga melhor com a escala urbana, que resultou numa interação maior com as pessoas.

Televisão

agosto 6, 2010

virada 2010!

maio 17, 2010

dando continuidade à série, a terceira virada cultural que eu vou, e a terceira que acontece desde o surgimento do blog.

não sei se foi a programação que eu fiz ou se foi uma abertura de possibilidades, mas eu achei que esse ano houveram mais eventos fora do padrão shows e espetáculos de palco. um bom exemplo foi o desfile de isnetos gigantes no vale do anhangabaú, destas duas fotos, com maquinas de pedalar que remetiam às engenhocas de guerra medievais.

também havia umas instalações/oficinia chamada agigantador de pessoas, que filmava e projetava os participantes nos prédios (infelizmentenão fotografei).
além disso, algumas intervenções ficas, como as barracas no ex-arranhacéu sampaio moreira, na libero badaró.

pela primeira vez eu participei ativamente da virada, fazendo parte da jam de quadrinhos da livraria hqmix, uma história onde cada página é desenhada por uma pessoa, e que acontece já há mais de três anos.

um fato que fortalece a minha ideia de eventos diferentes na virada foi o grande número de pessoas perguntando se a jam, cujos participantes foram previamente agendados, era uma oficina livre.

também participei através de um evento espontâneo, aproveitei a ocasião pra desenterrar um projeto antigo que estava parado. na sequencia dos bichinhos inflaveis, o pinguim do liniers.

como de costume, a presença do bichinho chamou a atenção dos transeuntes. teve gentesentando do lado dele pra tirar foto, criança brincando, e até um que agradeceu por possuir uma camera digital e poder registrar o momento.

ficam duas reflexões aqui.

uma é que a escala do pinguim não foi suficiente pra uma praça. poderia ser um bicho gigante como os do j. a. harris (e o vento é forte o suficiente), ou poderiam ser dezenas de pinguins!

outra questão são as ações espontâneas. as vezes encontrávamos em alguns cantos uma música mais tímida, músicos independentes, e eventos que acreditamos ser extra-oficial (assim como era o pinguim). acredito que é uma possibilidade que se abre, utilizar a virada pra promover eventos paralelos e independentes. fica a ideia.

ossário

abril 26, 2010

arte urbana de primeira. não apenas está inserida no contexto urbano, como se origina dele, tanto no suporte como no seu discurso.

obra do artista alexandre orion, que desenha limpando a fuligem dos automóveis acumulada nos painéis dos túneis paulistanos, num “graffitti reverso” .

tão interessante quanto a obra é a reação que ela causa nos agentes públicos, conforme pode ser conferido no vídeo.

no Centro Cultural Banco do Brasil (SP), até 09/05/2010. entrada franca.
site oficial: http://www.alexandreorion.com/ossario/

batidas no violão – parte 4

janeiro 18, 2010

dando continuidade á série batidas no violão.

Dedilhado/Batida (ou Puxada)

Esta técnica e o Dedilhado utilizam a corda pinçada, ou seja, os dedos não “passam” pelas cordas como na batida, mas “puxam” apenas uma corda por vez.

Bem simplificadamente, há duas maneiras de usar a mão:
– Polegar: para os bordões. Os sons graves, as “cabeças” dos acordes. Geralmente nas três ultimas cordas (que por isso são chamadas bordões também).
– Indicador/Médio/Anelar: os outros três dedos tocam três cordas, que podem ser as três primeiras (chamas primas), ou a 2ª, 3ª e 4ª cordas. Eventualmente tocam a 3ª, 4ª e 5ª, afinal não é necessário se ater às regras, mas é menos usual.

Geralmente os desenhos de acordes existentes nas revistinhas e nos sites indicam quais cordas são mais recomendadas para se dedilhar desta maneira, através de umas bolinhas na pestana do braço desenhado.

Esta técnica é praticamente irreprodutível com palheta.

Batida utilizada no vídeo:

1 e 2 e 3 e 4 e
P   P   P   P
  I   I   I   I
  M   M   M   M
  A   A   A   A

Preste atenção ao modo como eu montei o desenho, os tempos estão alinhados na vertical. Ou seja, o P está nos tempos com número, e o IMA está no tempo “e”.
Essa batida também é bem básica, e como a outra, é bem monótona. A partir dela, faça diversas variações:

1 e 2 e 3 e 4 e
P       P
  I   I   I   I
  M   M   M   M
  A   A   A   A

1 e 2 e 3 e 4 e
P     P P     P
I   I   I   I
M   M   M   M
A   A   A   A

É interessante treinar esta técnica com acordes cujos bordões variem de corda (por exemplos G, C e D), pra treinar o movimento do polegar.

originalmente publicado no forum cifra club.

diz que fui por aí: pinacotecas

novembro 20, 2009

alguns museus de são paulo se dividem fisicamente. uma vez fui numa galeria em baixo do viaduto do chá, acessada por uma escadaria no meio da praça do patriarca (onde hoje tem a casquinha do paulo mendes, na época não tinha). a placa dizia: masp. aquele mesmo, vermelhinho, da avenida paulista.

outro que se dividiu em dois foi a pinacoteca, onde estive essa semana. a principal fica naquele predio no parque da luz, consagrado em sua forma interminada, mas há poucos anos absorveu o edificio do antigo dops, nas proximidades.

o edificio, originalmente pertencente à ferrovia, abrigou o principal órgão de repressão da ditadura militar, o departamento de ordem politica e social (dops, criado pelo vargas, durou até o inicio dos anos 90, mas mudou de nome algumas vezes). em 2008 foi montado o memorial da resistencia, contando a história das ditaduras e das pessoas que por ali passaram.

o memorial foi montado com muito cuidado: videos e material multimidia muito bem feitos (sem exageros do tipo museu da lingua), um grande mural com linha do tempo, etc.  tudo isso muito bem casado com o espaço, que eram as proprias celas do prisioneiros. merecem destaque especialmente o corredor onde os prisioneiros iam tomar sol, e a ultima cela, com depoimentos de prisioneiros gravados em áudio.

mas o que considero mais importante é o conteúdo exposto, o fato de expor sem pudores o que foi de fato a repressão, a prisão e a tortura por motivos políticos (muitas vezes não comprovados). registrar e recordar esses fatos é um meio de evitar que voltem a acontecer.

só pra divertir um pouco (por que, apesar de ter gostado muitissimo, confesso que saí um pouco triste de lá), um vídeo. é uma instalação do artista alex flemming chamada “sistema uniplanetario”, no octágono da pinacoteca (a matriz).

batidas no violão – parte 3

setembro 12, 2009

Dando continuidade à série batidas no violão.
Lembrando que não sou nenhum profissional, na verdade estudei muito pouco. Aprendi mais na prática, com ajuda de amigos. Vou relatar da maneira que eu aprendi, podendo inclusive haver erros no que eu digo.

Existem basicamente três maneiras de se tocar as cordas:
1 – Batida: “bater” todas as cordas com os dedos (uma explicação mais completa virá mais adiante). Também pode ser feito com palheta. O mais utilizado em música pop/rock;
2 – Dedilhado/Batida (puxada): tocando cada corda com um dedo (mas não as seis cordas, a não ser que você seja polidáctilo), mas todos ou quase todos simultaneamente (às vezes o polegar se destaca como bordão). Muito utilizado em Bossa Nova, MPB;
3 – Dedilhado: tocar cada corda com um dedo, com pouca sobreposição entre as notas. Ou seja, sem tocar varias cordas ao mesmo tempo. É o que se chama de arpejo em música erudita, que é onde é mais utilizado;

Lembrando que não há uma relação direta entre estas técnicas e os estilos citados como exemplo. Assim como também não há uma separação tão nítida entre as técnicas, sendo perfeitamente possível misturá-las.

aqui vai a primeira delas

1 – Batida
Pra começar, é legal aprender uma batida bem simples, comportada. Com o tempo a gente se desprende destas regras, e passa a fazer a batida como da vontade.
Pra uma batida simples, utilizamos três modos de tocar as cordas:
– Polegar: passando a “barriga” do dedão (o lado de dentro da ponta do dedo), de cima pra baixo.
– Indicador: passando a “barriga” do indicador, de baixo pra cima.
– Todos: passando as unhas de todos os dedos, exceto o polegar, de cima pra baixo. Na verdade não é bem passar. É mais como de estivesse com a mão fechada e abrisse os dedos.

Pras batidas simples usadas aqui, será definido que os toques para baixo serão nos tempos (números) e os toques para cima serão nos meios-tempos (“e”). Mesmo quando algum tempo não é tocado, é interessante a mão manter o movimento de balanço para cima e para baixo.
Há quem faça este movimento apenas com a mão, mantendo o pulso estático. Pra outros, a mão toda faz o movimento para cima e para baixo, movimentando o pulso, e às vezes até o braço.

Batida utilizada no vídeo:

1 e 2 e 3 e 4 e
P I T I P I T I

Lembre-se de repetir diversas vezes esse padrão.
Essa batida é didática, mas muito monótona, pois ocupa todos os espaços. O ritmo se faz com cheios e vazios.

Uma batida mais interessante, e mais útil:

1 e 2 e 3 e 4 e
P   T I   I T

Com uma batida dessa e os principais acordes maiores e menores você toca uma infinidade de músicas pop, como Legião, Paralamas, Capital Inicial, Skank…
Por mais que não fique idêntico, fica “tocável” e “cantável”, já dá pra horas de rodinha de violão.

Depois vá fazendo variações. A partir daquele padrão inicial, basta ir omitindo alguns tempos, que você vai criando padrões rítmicos diferentes.

Pra tocar batida com palheta (o que é mais recomendável para violões aço), basta pensar apenas em “para baixo” e “para cima”.
Fica mais simples ainda:

1 e 2 e 3 e 4 e
B   B C   C B

originalmente publicado no forum cifra club.

fazendo um cullen

agosto 2, 2009

gordon cullen foi um arquiteto que desenvolveu um trabalho notavel sobre a paisagem urbana. além da parte conceitual, realizava grandes desenhos em forma de percursos, entendendo que esse é o modo como se apreende o espaço, através de sequencias de visadas.

cullen

na mesma leva de estudos tridimensionais das casas santa cruz, do gregory warchavchik, e pery campos, do rodrigo lefevre, tu fiz uns “cullen”, percursos pelas obras.

cullen_lefevre

na verdade é uma variação da idéia do cullen. tem como principio a idéia do percurso, que foi expandida com a possibilidade de produzir filmes a partir de modelos tridimensionais digitais. neste caso, um percurso por dentro da residencia pery campos, em versão gif animado e versão “quadrinhos”, para ser usada impressa.

lefevre-tour2

uma vez feito o modelo, é facil obter diversos pontos de vista, demandando muito menos habilidade na construção dos desenhos. basta extrair “frames” do video.

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aqui uma sequencia da casa da rua santa cruz, em vista externa e um percurso interno. os modelos estão bastante simples, apenas volumetricos. eram pra ser usados pra um trabalho, mas acabaram sendo descartados.

uma diferença grande com a idéia do cullen é que estes modelos estão descontextualizados, sem entorno urbano.

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ps.: tem tido muitos pedidos de plantas, entao vou deixar as referencias dos livros onde eu peguei. casa modernista: arquitetura contemparanea no brasil, yves bruand. editora perspectiva. residencia pery campos: arquitetura nova, ana paula koury. edusp.