coisas que só o street viu

setembro 26, 2012

E estava eu lá passeando pelo Google StreetView e eis que me deparo com uma surpreendente coincidencia.

Deve ter chovido forte no dia anterior às fotos, pois encontrei duas árvores recém caídas no mesmo bairro.

Mais curioso é que as duas estavam em praças onde se encontram casas bandeiristas (a casa do bandeirante e a casa do sertanista, ambos parte dos museus do município de são paulo).

Será alguma conspiração anticolonial?

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Sessão Gambiarra – Velcro para Cabos

junho 26, 2012

Eu gosto de fazer aquele papel de roadie, de montar e desmontar os equips da banda, e principalmente cuidar dos cabos e fiaradas em geral.

Quem faz isso sabe a meleca que vira quando não enrola os cabos direito, e depois pra pegar os cabos todos embolados e tal.
E quem toca sabe que enrolar o cabo muito apertado, dobrar, marcar, pisar, etc, estraga ele com o tempo. Quebra todo por dentro e some o som.

Enfim, comprando cabos numa lojinha lá da Teodoro, vi que alguns cabos já vem com um velcrinho muito bacana pra prender.

Eu ganhei de dois tipos, desse preto, que é velcro comum, e desse cinzinha, que é especial pra isso, parece.

Aí resolvi fazer isso com todos os cabos. Esse branco da foto de cima é o que eu fiz.
Eu tinha já um pedaço de velcro que uma amiga que costura me deu (ia usar pra outras gambiarras). Cortei e prendi no cabo, grampeando pra não soltar:

Fiz hoje, então nao sei se vai durar. Mas já ajudou bem a organizar os cabos.

Enfim, espero que possa ser útil pra alguém.

ps.: a sessão gambiarra começou com o tutorial de capo-lápis!

pra que serve?

maio 12, 2012

Sairam  hoje no jornalzinho publi metro, aquele verdinho que dão de graça nas ruas, duas notícias sobre a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), lado a lado.

Imagem

A CET é uma companhia de economia mista, subordinada à Prefeitura de São Paulo. Ou seja, em essencia é uma companhia pública.

Na notícia maior, a CET está processando a APEOESP (Sindicato dos professores da rede estadual), alegando que um protesto por eles realizado gerou problemas no transito, o que acarreta em custos operacionais extra.

Na segunda notícia, bem discreta na lateral, a mesma CET vai mobilizar sua equipe para fechar uma rua chique nos jardins para a realização de um evento chamado Avant Gabriel Chandon. Trata-se de um evento organizado pelo Grupo Doria em parceria com a Chandon (fabricante de bebidas) e a SPTuris (empresa de turismo da Prefeitura). O evento, que foi chamado em outro jornal de “a virada cultural dos glamurosos”, inclui além das lojas da rua shows, pontos de massagem, cupcakes e pet drinks.

O chefe do grupo Doria já foi secretário municipal de turismo, daí ele ter interesse em organizar eventos, e também a facilidade em conseguir o apoio institucional.

Pra mim não fica claro o motivo da CET se preocupar em cobrar dos professores que brigam pelo ensino público os gastos extra e não se preocupar em mobilizar meios para fechar uma rua por mais de 40h em um evento pretensamente turístico.

sou otário – eu paro na faixa (parte 4)

fevereiro 6, 2012


E olha como a internet pode nos surpreender!

Uma ideia que eu vi surgir em 2008 e nem lembrava mais, e de repente vejo que ela reverberou por pelo menos mais dois anos! A campanha “eu paro na faixa” foi disseminada por iniciativas diversas, chegando a ganhar um tumblr e até uma pequena reportagem no Estadão! Por isso acho que vale a pena requentar minha humilde contribuição nessa divulgação.

O site oficial: http://www.souotario.xpg.com.br

regras caseiras – monopoly deal

janeiro 4, 2012

ano novo, seção nova.

tirando a poeira do blog, um novo passatempo: jogos. a ideia dessa nova seção é comentar sobre jogos, a maioria de cartas ou de tabuleiro. mas não apenas comentar, porque sobre isso tem bastante coisa. a intenção aqui é registrar regras caseiras e/ou modificações/expansões “homemade”.

pra inaugurar essa seção, o jogo mais jogado no momento na minha casa: monopoly deal.
trata-se de uma versão do tradicional banco imobiliário adaptada para cartas. com duas vantagens grandes, é muito mais portátil e mais rápido (quantas pessoas já terminaram uma partida do tradicional?).
quem quiser um pouco mais de explicações, tem nesse blog.

as regras caseiras para esse jogo estão em constante evolução, mas vou deixar registrado aqui só as principais.

  • a primeira delas, contrariando as recomendações oficiais da própria hasbro, é de não mover livremente os coringas durante o jogo. uma vez afixado num jogo ele fica lá, a não ser que seja “expelido” por cartas de propriedade comuns.
  • uma regra-variação é a opção de vencer o jogo que mpossuir mais dinheiro no total (dinheiro e propriedades). o jogo finaliza normalmente, com a batida, e quem bate ganha 10 mil. então conta-se os pontos (como no buraco).

outros detalhes estão em desenvolvimento, volto a postar outra hora

ex-libris

outubro 26, 2011

é uma forma de demarcar a propriedade de um livro. tradicionalmente é um selinho que se cola na capa interna, mas muita gente faz com carimbo, que é muito mais divertido!

acabei de fazer o meu (levou só um ano):

a versão original e o carimbado. tá assim grandão pra mostrar a textura, mas ele é pequenininho, tem 3cm de altura.

fiz também um pra miloca, inspirado na pagú:

 

esse foi mais ousado, com mais áreas chapadas e traços mais delicados (o tamanho é o mesmo). dá mais problemas na hora que carimba.

a motivação inicial foi o ex-libris da bel, e depois fui ver que bastante gente faz. e espero que bastante gente ainda faça!

tirando a poeira

setembro 29, 2011

frederico alfredo e totó – virada cultural 2011

abril 18, 2011

mais uma virada, sempre na expectativa de sentir como a cidade pode ser usada durante a noite.

esse ano pareceu um pouco diferente dos anteriores (se bem que cada um eu fui num horário bem diferente, o que dificulta a comparação), as pessoas pareciam mais tranquilas, ehaviam bastante lixeiras e avisos para evitar o saldo final dos outros anos. em compensação, também parecia que haviam menos shows e acontecimentos em geral. às 23h era possível andar tranquilamente pelos arredores da praça da república.

pra reclamar um pouco mais, os únicos dois eventos que havíamos programado foram frustrados. o primeiro foi cancelado, o passeio noturno no parque da luz. o segundo foi mal informado: o site do cinesesc dizia que os ingressos seriam distribuidos 1h antes da sessão dos filmes, mas na verdade foram distribuídos durante a tarde.

no fim das contas, as única atividade realizadas foram uma caminhada pelo centro (não diferente das habituais) e a segunda edição dos infláveis, o frederico alfredo e seu amigo totó, dando continuidade ao ano passado, num desenvolvimento um pouco lento. esse ano foi testado um boneco maior, que aproveita mais o vento e dialoga melhor com a escala urbana, que resultou numa interação maior com as pessoas.

êrros ortographycos?

março 7, 2011

Já cansei de ouvir acusações de que o computador e a internet deseducam os jovens, tornando-os preguiçosos para escrever, o que é ricamente ilustrado pelas abreviações do tipo “q”, “vc”, além de erros e desleixos ortográficos.

O que ninguém lembra é que a língua não é uma coisa estática, e há não muito tempo atrás a grafia de muitas palavras era diferente.

No mapa Sara Brasil (de 1930, executado pelo “methodo Nistri de aerophotogrammetria”) encontramos palavras como “organisado”, “empreza”, “officiaes”, etc. Em outro mapa, de 1924, está grafado “organizada pelo escriptorio technico”, de modo que parecem valer as duas opções.

Curiosamente, me deparei com uma citação que não apenas contém palavras grafia diferente da atual, como também abreviações interessantes (ressaltando que se trata de um documento oficial):

Em 1776, o diretor do aldeamento de Itaquaquecetuba recebia a seguinte ordem: ‘que não consinta, q. os Indios vivão desagregados nos matos, antes sim os congregue, e faça morar nessa Aldeya, onde devem pernoitar todas as noites, fazendo-os ir de manhã cedo a trabalhar nas terras, q. les destinar pª elles fazerem as suas roças, q. devem ser quanto mais perto possível dessa Aldeya’.
(LANGENBUCH, J. R. – A Estruturação da Grande São Paulo, 1971. p 56)

Ou seja:

1. Há menos de um século atrás era possível trocar um s por um z; mas nas ultimas décadas isso virou culpa da internet.

2. Há mais de dois séculos atrás já se usava a abreviação para “que”; ao contrário do que costuma-se afirmar, isso também não é culpa da internet.

3 anos de kikipédia

fevereiro 25, 2011

num ritmo descrescente contínuo, mas ainda assim vivo, mesmo que suspirante e agonizante.

em partes por que tenho conseguido trazer de volta a diversão para dentro das obrigações, o que diminui a necessidade de um canal extra de diversão e reflexão.