Posts Tagged ‘3d’

fazendo um cullen

agosto 2, 2009

gordon cullen foi um arquiteto que desenvolveu um trabalho notavel sobre a paisagem urbana. além da parte conceitual, realizava grandes desenhos em forma de percursos, entendendo que esse é o modo como se apreende o espaço, através de sequencias de visadas.

cullen

na mesma leva de estudos tridimensionais das casas santa cruz, do gregory warchavchik, e pery campos, do rodrigo lefevre, tu fiz uns “cullen”, percursos pelas obras.

cullen_lefevre

na verdade é uma variação da idéia do cullen. tem como principio a idéia do percurso, que foi expandida com a possibilidade de produzir filmes a partir de modelos tridimensionais digitais. neste caso, um percurso por dentro da residencia pery campos, em versão gif animado e versão “quadrinhos”, para ser usada impressa.

lefevre-tour2

uma vez feito o modelo, é facil obter diversos pontos de vista, demandando muito menos habilidade na construção dos desenhos. basta extrair “frames” do video.

warchavchik_frames

aqui uma sequencia da casa da rua santa cruz, em vista externa e um percurso interno. os modelos estão bastante simples, apenas volumetricos. eram pra ser usados pra um trabalho, mas acabaram sendo descartados.

uma diferença grande com a idéia do cullen é que estes modelos estão descontextualizados, sem entorno urbano.

warchavchik-dentro

ps.: tem tido muitos pedidos de plantas, entao vou deixar as referencias dos livros onde eu peguei. casa modernista: arquitetura contemparanea no brasil, yves bruand. editora perspectiva. residencia pery campos: arquitetura nova, ana paula koury. edusp.

maquetes postais

dezembro 6, 2008

na europa (e parece que em outros lugares também) existem uns cartões postais que trazem maquetinhas de edifícios notáveis, desses que viram foto de cartão postal.

no caso literalmente viram cartões postais. desses de recortar e colar, tipo fundo de caixa de sucrilhos.

sabendo do meu interesse (vicio?) por estas coisas tridimensionais, ganhei alguns desses cartões. quando eu montar mais deles eu posto.

antes de ter visto algum desses, eu já tinha ouvido falar deles. tentei fazer um, e pra isso escolhi o masp, que julguei ser um edifício adequado para os primeiros testes. depois de ver o da sagrada familia eu acho que peguei leve até demais.

de inicio tentei fazer usar cola, só com recorte e montagem, mas não consegui grandes resultados. tive que fazer uso da cola tambem.

tambem tive que fazer varias concessões, como a espessura dos pilares, que é descartada, e os niveis inferiores, que são ignorados. pelo menos consegui manter o boulevard.

e aí está. depois eu ainda aprimorei uns detalhes, como o vermelho nos dois lados do pilar, e a viga em cima que ficou muito fina, mas não fiz fotos da ultima versão.

ps.: apesar de eu ter pegado bem leve, os cartões europeus tem uma regalia. eles são maiores que os cartões postais convencionais, o que lhes dá mais área de trabalho. além disso, a sagrada familia não é um bom exemplo de projeto a ser maquetizado (antes de ver eu diria que aria até impossivel!).

ps.2: eu não tinha dois cartões, o montado é uma versão escaneada do cartão original, que está inteiro ao fundo. coincidentemente eu ganhei outro deste depois, de modo que agora eu tenho dois inteiros.

anaglifo

agosto 2, 2008

este post exige o uso de equipamentos especiais, os mundialmente famosos óculos 3d. quem não tiver um providencie. vá assistir algum desses filmes novos, roube um do seu vizinho, ou coma duas trufas de embalagens azul e vermelho. o fato é que sem os óculos não é possivel apreciar toda a riqueza que estas imagens propiciam.

não vou explicar todo o mecanismo do anaglifo aqui, quem quiser saber dê um google, existem milhares de sites que explicam muito bem. basta saber que são duas imagens diferentes sobrepostas, separadas pelas cores. o óculos desfaz esta separação (e dá tontura e dor de cabeça de brinde, em caso de uso excessivo).

esta primeira imagem é da casa modernista da rua santa cruz, do arquiteto gregori warchavchik. as próximas duas imagens são da casa pery campos, do arquiteto rodrigo lefevre. ambas ficam em são paulo.

eu modelei estas maquetinhas no sketchup, para um estudo da faculdade. as imagens do modelo nem usei no final, foi apenas uma desculpa pra conhecer melhor os projetos.

aproveitando que eu ja tinha o modelo digital, foi facil gerar os anaglifos. bastou fazer vistas com a diferença de pontos de vista (paralaxe) e cruzar elas no photoshop, separando os canais.

hq computacional

junho 15, 2008

eis o motivo

junho 8, 2008

pelo qual eu tenho andado pouco postativo nos ultimos tempos

reta final da minha estação, mais duas semanas. quem quiser ver umas imagens, pus uns novos cortes em 3d no flickr. além disso tem pedaços de lapa espalhados pelo flickr e pelo blog. e a correria continua.

lapa

abril 24, 2008

um modelinho volumetrico da lapa. comecei fazendo o mercado, a partir do gegran, foto aerea google earth e fotos de visita.

ficou bem tosquinho e simplificado. nao fiz as laterais nem nada. comparado com oterminal de onibus, que eu tinha uns desenhos tecnicos, ficou mais sumario. mas da pro gasto.

implantei os dois numa foto aerea, e fiz um volumetrico do entorno, tipo isopor. só o shopping da lapa eu modelei um pouco mais, em tres blocos com as cores.

eu ignorei o relevo, que é quase plano, porem relevante pro desenho da praça e terminal de onibus…

terminal lapa

abril 21, 2008

to desenferrujando no 3d… modelei um geral do terminal de ônibus da sptrans, na lapa. eu só preciso de um geral, pra implantar numa vista do entorno. acho até que detalhei demais o interior, que não vai precisar…

a praça eu nem fiz, por que deve mudar. pus a torre, que é bem pitoresca. e não tenho nenhum bloco de onibus, preciso arrumar algum.

fiz uma noturna bem vagabunda, só pra testar. ficou toda estourada. é legal as manchas que ficam do irradiance map, que tá regulado com baixa qualidade. fica umas bolas no chão.

metro lapa

abril 14, 2008

croquis digitais de uma estação de metrô, realizados no software rhinoceros 4, renderizados no vray for rhino

é um experimento de projeto, fazer um modelo volumétrico de um projeto ainda em nível muito preliminar. a dificuldade é lidar com a alta definição e precisão do modelamento digital em contraposição ao nível de indefinição do projeto.

essa tentativa te obriga um pouco a definir melhor algumas coisas, impulsionando a resolução do projeto. mas o mais importante é a articulação espacial das partes, muito mais complicada de entender e resolver somente através das vistas ortogonais (desenhos).

o resultado é enganosamente convincente, podendo até persuadir um leigo. mas ainda há muito chão pela frente. esses modelos serão completamente descartados, pois o projeto deve mudar muito, e o nível de precisão deve aumentar, demandando um modelo novo.

mesmo que ele seja abandonado, não terá sido em vão. ele já cumpriu sua função de elucidar diversos aspectos espaciais dos partidos de projeto imaginados.

testada

março 7, 2008

aos poucos estou tentando organizar o blog. já consegui dar uma organizada na barra lateral, botei até fotos do flickr. consegui acertar o horário, por que se eu postasse muito tarde ele mudava de dia (acho que o blog mora em greenwich). parecia que eu não tava cumprindo minha meta de atualizar diariamente.

agora mudei a imagem da testada. é a primeira vez que eu faço um 3d de qualquer coisa. não achei que ficou genial, mas acho que tá satisfatorio por hora.
queria opiniões sinceras sobre ele da parte dos meus milhares de leitores pelo mundo.

ps.: esa postagem vale por hoje. se eu quiser me manter por mais de tres meses, tenho que economizar ideias…

weissmann

março 3, 2008

já faz um tempo venho experimentando maneiras de usar os recursos digitais pra representar objetos tridimensionais.

uma tecnica bastante interessante é o gif animado, que é um filminho simples, geralmente curto, e de preferenciaem loop. lembra os primordios do cinema, com aqueles cinematoscopios e coisas do genero.

um artista que me serviu muito para essas experiencias foi o franz weissmann, cujas esculturas são de geometria muito simples, mas de uma espacialidade complexa. essa escultura é o modulo neoconcreto, que ele usa em diversas variações.