Posts Tagged ‘arte urbana’

hidrante sorridente

janeiro 6, 2013

juntando um pouco disso, com isso, mas sem nunca saber se alguém bebeu na fonte de alguém, achei isso:

Foto0207

só?

novembro 9, 2010

falta muito?

virada 2010!

maio 17, 2010

dando continuidade à série, a terceira virada cultural que eu vou, e a terceira que acontece desde o surgimento do blog.

não sei se foi a programação que eu fiz ou se foi uma abertura de possibilidades, mas eu achei que esse ano houveram mais eventos fora do padrão shows e espetáculos de palco. um bom exemplo foi o desfile de isnetos gigantes no vale do anhangabaú, destas duas fotos, com maquinas de pedalar que remetiam às engenhocas de guerra medievais.

também havia umas instalações/oficinia chamada agigantador de pessoas, que filmava e projetava os participantes nos prédios (infelizmentenão fotografei).
além disso, algumas intervenções ficas, como as barracas no ex-arranhacéu sampaio moreira, na libero badaró.

pela primeira vez eu participei ativamente da virada, fazendo parte da jam de quadrinhos da livraria hqmix, uma história onde cada página é desenhada por uma pessoa, e que acontece já há mais de três anos.

um fato que fortalece a minha ideia de eventos diferentes na virada foi o grande número de pessoas perguntando se a jam, cujos participantes foram previamente agendados, era uma oficina livre.

também participei através de um evento espontâneo, aproveitei a ocasião pra desenterrar um projeto antigo que estava parado. na sequencia dos bichinhos inflaveis, o pinguim do liniers.

como de costume, a presença do bichinho chamou a atenção dos transeuntes. teve gentesentando do lado dele pra tirar foto, criança brincando, e até um que agradeceu por possuir uma camera digital e poder registrar o momento.

ficam duas reflexões aqui.

uma é que a escala do pinguim não foi suficiente pra uma praça. poderia ser um bicho gigante como os do j. a. harris (e o vento é forte o suficiente), ou poderiam ser dezenas de pinguins!

outra questão são as ações espontâneas. as vezes encontrávamos em alguns cantos uma música mais tímida, músicos independentes, e eventos que acreditamos ser extra-oficial (assim como era o pinguim). acredito que é uma possibilidade que se abre, utilizar a virada pra promover eventos paralelos e independentes. fica a ideia.

ossário

abril 26, 2010

arte urbana de primeira. não apenas está inserida no contexto urbano, como se origina dele, tanto no suporte como no seu discurso.

obra do artista alexandre orion, que desenha limpando a fuligem dos automóveis acumulada nos painéis dos túneis paulistanos, num “graffitti reverso” .

tão interessante quanto a obra é a reação que ela causa nos agentes públicos, conforme pode ser conferido no vídeo.

no Centro Cultural Banco do Brasil (SP), até 09/05/2010. entrada franca.
site oficial: http://www.alexandreorion.com/ossario/

perdemos

abril 8, 2010

a verdade nua e crua.

foto por miloqueenha

praia urbana

agosto 30, 2009

estive no ccsp neste belo domingo ensolarado para ver um concerto de música tradicional japonesa, e ganhei de brinde uma praia.

num dos jardins suspensos estavam cadeiras, cangas (meio lonas) e guarda-sóis (ta certo?), onde as pessoas podem ficar tomando um solzinho. inclusive tava um sol de lascar, afinal era 1h da tarde, eu preferi ficar na sombra.

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o guarda sol parecia menos de praia e mais daqueles de guardinha de estacionamento. será um resquício da urbanidade?

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até sairmos de lá e ver o nome da obra e a assinatura, não tínhamos certeza se se tratava de uma intervenção artistica ou de uma simples qualificação do espaço através da implantação de equipamentos. no fim, é os dois.

cactus!

junho 8, 2009

dando continuidade aos ensaios, dois cactus.

esse primeiro é de feltro. a cor ficou bem bonita, mas ele nao conseguiu inflar muito. desconfiamos das dimensões dele, principalmente da base.

o outro é maiorzão, então capta mais ar, e é de plastico, então é mais leve. dessa vez também fizemos alças pra prender na grade.

arte urbana!

maio 31, 2009

e depois de muita protelação, finalmente conseguimos colocar o bichinho pra funcionar (ou pra flutuar? ou pra inflar?). já tem uns meses que começou essa história.

trata-se de experiencias para a recriação da obra do artista joshua allen harris, já citado aqui no blog.

CIMG1413

os respiros do metrô que tínhamos em mente simplesmente não estavam funcionando quando fomso fazer os outros testes. agora encontramos outro, e aí está.

fixar as patas na grelha foi mais complicado do que esperávamos, e o vento era muito forte tambem. e ininterrupto, diferente do caso novaiorquino usado de exemplo.

a força do vento era tanta que ao final do dia o bichinho foi destruído. acho que os próximos bichinhos serão mais robustos.

centro novo

março 31, 2009

é mais ou menos um ‘diz que fui por ai’, projeto que em sua essencia deixou de existir. ainda faço minhas caminhadas pela cidade, mas o carater mudou. agora são mais livres, sem metas, e em horarios mais variados, e menos fotograficas. o que é ruim, mas eu acabo esquecendo a maquina.

de qualquer forma, algumas imagens de um passeio domingueiro no centro de são paulo. visitamos um apto do mundialmente famoso copan, do tambem mundialmente famoso e centenário arquiteto orcar niemeyer. uma vista de dentro e uma de fora da escadinha helicoidal, na fachada traseira, sem os brises horizontais.

essa segunda foto foi tirada de outro predio. no centro, em meio aos arranha-ceus, ter acesso a algum edificio é um privilegio do ponto de vista fotografico (literalmente do ponto de vista).

assim sendo, aproveito pra registrar um pouco das peculiaridades arquitetonicas do centro novo sampaulistano (além anhangabau).  muitos deles art-déco, pelo periodo que a cidade se expandiu pra esses lados.

a trinca de predios do jacques pilon e do franz heep: biblioteca mario de andrade (pilon); estado de são paulo, atual hotel jaragua (pilon e heep); e edifício itália (heep). transição do déco pro moderno.

pra finalizar, um pouco de arte urbana.  foi nossa primeira tentativa de realizar a arte do joshua allen harris.  apesar de bem timida, foi bem sucedida. alguns problemas nas juntas, falta de habilidade no durex.

mas dificil mesmo foi achar um respiro, pois os do metro não sopram mais. esse era de estacionamento, o guardinha ficou nos olhando.

richard serra

novembro 7, 2008

voltando um pouco à arte urbana, trago o st. john’s rotary arc de richard serra. é o arco da rotatória de st. john, em nova iorque. eu fiz um trabalho acadêmico sobre ele (confrontando com o weissmann), e to ressucitando alguns pedaços aqui.

aw1567-serrast-johns-rotary-arc-1975-80-posters

serra é um escultor site specific, ou seja, ele faz as obras para um lugar específico. suas obras, geralmente de grande porte, levam em conta a escala do local, os pontos de vista, as chegadas e percursos, etc.

esta obra, assim como outras dele, foi “demolida” (mais desmontada) depois de brigas judiciais, de modo que o que temos hoje são apenas algumas fotos.

stjohns

inspirado num estudo feito sobre a obra clara-clara, do mesmo artista, feito no mestrado de roberto rampazzo gambarato, eu fiz uma reconstituição eletrônica da obra.

st-johns-rotary-arc-01

pra isso, além das fotos que consegui encontrar pela internet, bassei-me muito no livro “richard serra: writings and interviews”, onde ele comenta a obra com uma riqueza de detalhes. desde as medidas (todas em polegadas, tive que converter), os pontos de vista imaginados, até o embate judicial que culminou no fim da obra.

st-johns-rotary-arc5

a partir destas informações, encontrei a rotatória no google earth, limpei a escultura atual no photoshop e usei a foto de base no google sketchup. a partir de fotos reconstitui a volumetria do entorno, e a partir da descrição do próprio serra reconstrui o arco.

fiz dois videos. o primeiro é o percurso dos pedestres, que passam pela passarela sobre a entrada da rotatória.

o segundo é o percurso do carro que chega por um tunel e faz o contorno.

acho que to sentindo falta da vida acadêmica.