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miniprotesto

novembro 23, 2010

eis que um protesto brincadeira acabou saindo mais eficaz que o planejado.

eram dois pregos grandes saltando pra fora de uma tábua do tapume de uma obra, no meio do caminho (afinal eles tomam metade da calçada) e numa altura machucável (um na altura do rosto, outro na altura da coxa).

com o intuito de no mínimo sinalizar aos desavisados, e também pra demonstrar o descontentamento, confeccionei dois adesivos-bandeira, que até ornaram com a cor do tapume.

colei-os pela manhã, na minha caminhada cotidiana para o trabalho. voltando pra casa no fim da tarde esperava encontrar os pregos sem a bandeiras, mas encontrei foi o tapume sem os pregos! melhor que a encomenda!

uma pequena reflexão ecológico-econômica

outubro 29, 2009

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tem aquelas histórias da austrália, que um dia levaram pra lá um inseto sem querer – acho que era um grilo – e o bicho virou uma praga. não tinha um predador que o comesse, então se multiplicou loucamente e acabou com as lavouras. pra combate-lo, levaram um sapo, e comeu os grilos. e entao se multiplicou, e virou uma praga tambem. aí levaram uma cobra que come o sapo. e assim ad infinitum.

um dia me responderam assim: mas também, o ecossistema da austrália é uma piada.
sendo uma ilha, todas as espécies vivem relativamente confinadas, o ecossistema é pequeno. por isso tem uns bichos tão peculiares como o canguru e o ornitorrinco.

depois fui descobrindo que, durante o brasil colônia trouxeram muitas coisas pra cá. entre elas, o gado – até onde eu sei não haviam bois nem vacas – e os cavalos, além de plantas, como o café. tudo isso pegou muito bem aqui, girou a economia colonial, e não virou praga. a meu ver, por que temos um espaço muito maior que a austrália e uma biodiversidade muito mais rica, tem um ecossistema mais complexo.

conclusão ecológica: um ecossistema mais forte aguenta essas “inserções”.

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o mesmo brasil colônia, por sua vez, sempre se baseou um monoculturas. teve o ciclo da cana, que rendeu e acabou. teve umas tentativas de ciclo do algodão. teve ciclo do café, que rendeu bem, e depois estagnou. e, acho que o mais emblemático pra conversa aqui é o ciclo da borracha, na amazonia.

descobriram a borracha, começaram a montar uma estrutura para extrair esse treco da floresta. criaram cidades inteiras só pra isso. manaus é uma delas e, no extremo, a fordlandia.  aí levaram a seringueira pra outros lugares, e quebrou a produção borracheira amazonica.

me ensinaram uma vez que nunca se põe todos os ovos numa mesma cesta. a monocultura é tão fragil que pode ser facilmente desestruturada.

conclusão economica: a economia brasileira é uma piada.

desenhistas rastejantes – ou “sketching in the rain”

julho 11, 2009

hoje participei pela primeira vez de um sketchcrawl, que é um passeio desenhístico pela cidade. o evento ocorre em vários lugares pelo mundo, em são paulo foi a terceira edição.

infelizmente devido às condições climáticas (choveu) a participação foi pequena, impedindo de haver um novo recorde. mas foi possivel cumprir com os requisitos básicos do evento: “Caderninho na mão, lápis na outra, e toca desenhar pra se divertir, não pra ficar bonito”

foi bom pra tirar a ferrugem das juntas. tem mais alguns desenhos lá no flickr.