Posts Tagged ‘desenho’

sketching in the rain – o retorno

novembro 21, 2009

hoje participei pela segunda vez de um sketchcrawl (teve também um post da primeira vez). dessa vez foi no parque do ipiranga.

foi um dia muito mais bonito que da outra vez (que choveu intensamente), o que possibilitou cerca de 100 participantes. mas eu cheguei já no meio da tarde, não tinha mais tanta gente, e já começava a chover. por causa da chuva acabamos ficando mais pelo museu.

fiquei mais satisfeito com os resultados dessa vez, já não to mais tão enferrujado. mas ainda sou um pouco preguiçoso pra fazer um acabamento decente, acabo optando por um esboço espacial.

separei os melhorezinhos aqui, mas se alguém quiser ver mais desenhos meus tem no flickr.

ps.: “in the rain” por que, das 5 edições paulistanas, 2 choveram. curiosamente as duas em que eu estive. acho que sou pé frio. ou pé molhado.

desenhistas rastejantes – ou “sketching in the rain”

julho 11, 2009

hoje participei pela primeira vez de um sketchcrawl, que é um passeio desenhístico pela cidade. o evento ocorre em vários lugares pelo mundo, em são paulo foi a terceira edição.

infelizmente devido às condições climáticas (choveu) a participação foi pequena, impedindo de haver um novo recorde. mas foi possivel cumprir com os requisitos básicos do evento: “Caderninho na mão, lápis na outra, e toca desenhar pra se divertir, não pra ficar bonito”

foi bom pra tirar a ferrugem das juntas. tem mais alguns desenhos lá no flickr.

pensamento e linguagem

julho 8, 2009

“Se não fosse aquilo… nem sabia. O fio da idéia cresceu, engrossou – e partiu-se. Dificil pensar. Vivia tão agarrado aos bichos. Nunca vira uma escola. Por isso não conseguia defender-se, botar as coisas nos seus lugares.”
(Vidas Secas, Graciliano Ramos)

O que o Graciliano Ramos nos conta aqui é a dificuldade do analfabeto não apenas de se comunicar, mas de articular as idéias, de organizar um pensamento. O fio da idéia partiu antes de atingir sua plenitude.

Essa mesma dificuldade que Fabiano, protagonista da história, tem de pensar por lhe faltar uma linguagem que dê suporte, é descrita por Oliver Sacks no caso de surdos que nascem nesta condição, ou ficam surdos antes de aprender a se comunicar.

“Os surdos sem língua podem de fato ser como imbecis – e de um modo particularmente cruel, pois a inteligência, embora presente e talvez abundante, fica trancada pelo tempo que durar a ausência de uma língua. Assim, o abade Sicard está correto, além de ser poético, quando escreve que a introdução da língua de sinais ‘abre as portas da inteligência pela primeira vez’. Nada é mais prodigioso, ou mais digno de celebração, do que algo que liberta as capacidades de uma pessoa e lhe permite crescer e pensar”
(Vendo Vozes, Oliver Sacks)

Sacks está fazendo a defesa do ensino da linguagem de sinais, em oposição à técnicas de educação que emulam a linguagem falada como a leitura labial ou o uso de sinais para aprender um idioma. Afirma que a linguagem de sinais não apenas permite a comunicação, mas permite o pleno desenvolvimento do pensamento.

Ou seja, o pensamento não precisa se apoiar na palavra, mas em uma linguagem. No princípio não era necessariamente o verbo.

Mas não apenas isso. Devido ao uso da visão como meio de comunicação, quem se formou na linguagem de sinais desenvolve uma habilidade visual acima da média, comparada através de estudos à dos chineses, cuja complexidade dos ideogramas exige tal habilidade.

Por isso eu venho aqui arriscar uma extensão dessa idéia:
É necessário desenvolver diversas linguagens.

Todo mundo.

Nossa educação baseia-se na linguagem verbal e numérica, e no raciocínio escrito e falado, mas há outras linguagens: arte, desenho, escultur, música, dança, etc. Já foi comprovado que há uma pontencial habilidade visual que fica “trancada”. Assim como provavelmente há uma habilidade sonora/musical (já chegaram a afirmar que todos nascem com ouvido absoluto, mas a maioria perde essa habilidade nos primeiros anos de vida), ou uma corporal/gestual, etc.

Somos em grande parte ignorantes de nossas próprias potencialidades.

perspectivas

março 7, 2009

as vezes as fotos não dão conta de capturar espaços muito apertados, estreitos, compridos, etc., coisa que a gente percebe com um simples girar de pescoço. isso é suprido em parte pelas lentes grande-angulares, chegando no limite com as olho-de-peixe.

mas como não disponho destes recursos, tento me virar com tecnologias mais simples: papel e lápis. aqui estão alguns testes. o espaço era exíguo, quase claustrofóbico. o tempo era abundante.

uaianazes

janeiro 27, 2009

dando continuidade à série, mais dois desenhos

na verdade são do mesmo dia do primeiro (ce ficou ai dormindo), mas por algum motivo na época achei que não devia postá-los.

acho que por que o outro tinha história. mas achei o papel abandonado esses dias e gostei deles agora.

o bichinho 2

outubro 9, 2008

um desenho de observação d’o bichinho, durante uma reunião de trabalho.

abaixo uns pedaços de banco de ônibus.

no trem

agosto 17, 2008

dando continuidade à serie, mais alguns desenhos no trem. o foco são as pessoas ocupando os espaços do vagão de maneira inusitada.

esses são da ida pra mogi, dois espaçosos dormindo. lá no alto, na esquerda, uma mulher que esticou as pernas no par de bancos e dormiu profundamente. sempre segurando firmemente sua bolsa com os braços cruzados.

os outros dois desenhos são da mesma pessoa, um rapaz que dormia de boca aberta e ocupava dois lugares, um pra ele e outro pra mochila. o vagão encheu e ele não acordou, continuou ocupando dois lugares.

na volta, um tio com o braço apoiado na barrinha lateral, um outro com uma mala grande, e outro com o braço estendido sobre a cadeira ao lado. conforme o vagão enchia, ele recolheu o braço. um outro senhor, de pulôver, tentava apoiar seu cotovelo na bordinha da janela.

o rapaz de boné ficava com a perna pra fora, pois o banco é meio estreito. e o outro jovem de franja emo tentava ler um livro, primeiro se segurando na barra horizontal lá em cima, depois ficando encostado na barra vertical.

paibola

agosto 11, 2008

a brincadeira é a seguinte: furtavamos um substantivo do dialogo alheio para mote de meia pagina de historia, que finaliza apos duas paginas (quatro palavras, pois quatro vezes meia pagina da duas paginas).

cada um fazia uma historia, esta é a minha.

as palavras pescadas foram bola, miojo, mixirica e coringa.

o gil tokio tambem tem uma historia, passem lá pra conferir.

antes dessa rodada, fizemos historias do tipo paibola, que é um tipo de cavader delicado. outra hora eu posto alguns.

obs.: paibola é o nome dado pelos pingados pra historias coletivas, onde cada um começa desenhando uma historia, e depois de um tempo determinado passa para o proximo. o resultado sao historia nonsense. cadaver delicado era uma pratica dos surrealistas com esta mesma logica.
ainda que esta historia nao seja exatamente um paibola, achei bom o nome por que começou com bola, e foi no dia dos pais.

pra acabar, um desenho feito depois, sob o tema da ultima palavra.

verinhos

agosto 11, 2008

desenho feito no papel do restaurante depois do almoço de dia dos pais.

como eu to enferrujado de desenhar…

violao

julho 21, 2008

um retrato de mim que eu ganhei há algum tempo. encontrei esses dias, estou publicando aqui. a autora é uma amiga, que na época tinha uns 12 anos acho. devo confessar que ficou bem fiel.