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museu da língua

janeiro 20, 2011

fui visitar o museu da língua portuguesa, instalado no edifício da estação da luz, pra ver a exposição sobre o fernando pessoa. as impressões que eu tive quando fui da primeira vez (ver a exposição sobre a clarice lispector) se reforçaram.

daquela vez não permitiam fotografar nada, por isso acho que nem me animei a postar sobre. o que eu acho que é uma idiotice, pois o povo que vai visitar quer fotografar por que gostou do negócio. agora já permitem, só que sem flash (e tem motivo pra isso, como veremos), e minha teoria se confirmou: muita gente posando pra se fotografar no meio da exposição. é um meio de “consumir” as instalações.

logo na entrada tem uma escultura muito interessante (autoria de rafic farah), uma árvore de palavras. só acho que ela fica muito espremida entre os dois elevadores, mas a verticalidade dela tem a ver com a prumada do acesso.

logo de cara a gente é convidado a assistir um filminho, no terceiro andar. dois, na verdade.

o primeiro é um filme comum (exceto pelo formato da tela, que é extra-wide, usava três projetores, dá pra ver de leve a marca de sobreposição na foto). fala sobre a evolução da língua, etc., é até interessante. mas a produção visual é extremamente exagerada (pra não dizer brega).

a segunda sessão é bem mais interessante, vários poemas recitados por pessoas variadas (atores, cantores, poetas, eventualmente os próprios autores) acompanhado de animações relacionadas, projetadas no teto (por mais quatro aparelhos data-show), de qualidade gráfica muito superior ao video anterior.

a interferência da estrutura de madeira da cobertura é um dos únicos indícios de que o museu se encontra dentro de uma estação de trem centenária.

nessa hora entendi por que proibem o uso de flash. as animações tem sempre fundo preto, o que exige escuridão total (nota-se a foto bastante granulada). mesmo a luz do autofoco da camera, aquela laranja, chega a incomodar (tive que desligar ela).

depois disso partimos para o primeiro andar, a exposição do fernando pessoa.

os dois vídeos assistidos são “padrão”, fazem parte das exposições permanentes (no segundo andar, não visitamos dessa vez). senti falta de um vídeo introduzindo o poeta, sua obra, etc. de repente a gente dá de cara com mil heterônimos e uma cenografia extasiante, achei um pouco traumático.

como é característico do museu, a exposição esbalda tecnologia, nem sempre com sucesso.

logo na entrada há umas cabines para os principais heterônimos, com citações projetadas. no chão há um circulo marcado, onde a pessoa se posiciona pra ler e, pela presença, a projeção avança automaticamente para a próxima citação. as cabines estavam totalmente desabitadas, e o mecanismo de avançar a projeção não funcionava tão bem, fazendo-nos desistir de ler.

pra contrabalançar, um recurso tecnológico que me pareceu funcionar bem era um fac-símile de um caderno projetado numa mesa, cujas páginas são viradas ao passar a mão sobre ele. simples e muito mais intuitivo.

havia também uma espécie de labirinto com citações nas paredes (nem fotografei, acho que acabei me focando na parte tecnológica). Algumas coisas achei gratuitas (ou não entendi mesmo), como letras prateadas ou coladas em tabuinhas, mas haviam outras bem interessantes, como o uso de espelhos pra ler poemas escritos invertidos na parede, e furos nas paredes que separavam para espiar outro ambiente. tudo mais simples (e econômico), e não menos funcional.

enfim, meu parecer final (ainda) é: exposição bem montada, com recursos para investir, mas exagerando na parte tecnológica, o que acaba tirando um pouco o foco do conteúdo.

me lembro, por exemplo, que entre tantas pirotecnias na exposição da clarice, o que mais me tocou foi um simples vídeo com depoimentos dela.

ps.: se alguém estiver a passeio pro lá, recomendo visitar as pinacotecas, principalmente o memorial da resistência.

diz que fui por aí: pinacotecas

novembro 20, 2009

alguns museus de são paulo se dividem fisicamente. uma vez fui numa galeria em baixo do viaduto do chá, acessada por uma escadaria no meio da praça do patriarca (onde hoje tem a casquinha do paulo mendes, na época não tinha). a placa dizia: masp. aquele mesmo, vermelhinho, da avenida paulista.

outro que se dividiu em dois foi a pinacoteca, onde estive essa semana. a principal fica naquele predio no parque da luz, consagrado em sua forma interminada, mas há poucos anos absorveu o edificio do antigo dops, nas proximidades.

o edificio, originalmente pertencente à ferrovia, abrigou o principal órgão de repressão da ditadura militar, o departamento de ordem politica e social (dops, criado pelo vargas, durou até o inicio dos anos 90, mas mudou de nome algumas vezes). em 2008 foi montado o memorial da resistencia, contando a história das ditaduras e das pessoas que por ali passaram.

o memorial foi montado com muito cuidado: videos e material multimidia muito bem feitos (sem exageros do tipo museu da lingua), um grande mural com linha do tempo, etc.  tudo isso muito bem casado com o espaço, que eram as proprias celas do prisioneiros. merecem destaque especialmente o corredor onde os prisioneiros iam tomar sol, e a ultima cela, com depoimentos de prisioneiros gravados em áudio.

mas o que considero mais importante é o conteúdo exposto, o fato de expor sem pudores o que foi de fato a repressão, a prisão e a tortura por motivos políticos (muitas vezes não comprovados). registrar e recordar esses fatos é um meio de evitar que voltem a acontecer.

só pra divertir um pouco (por que, apesar de ter gostado muitissimo, confesso que saí um pouco triste de lá), um vídeo. é uma instalação do artista alex flemming chamada “sistema uniplanetario”, no octágono da pinacoteca (a matriz).

treinamento jedi

junho 1, 2008

o início dos trabalhos com longos tempos de exposição. acho que foi quando a gente descobriu como fazer isso. isso foi há uns 5 anos atrás.
tínhamos uma lanterninha-chaveiro e nossa primeira camera digital digital com opção “manual”.

algumas coisas são mais complicadas do que parece, como por exemplo fazer uma reta. sozinho é impossivel. nota-se o vulto de um ajudante ao fundo.

com esse post eu fecho uma série de fotos light graffiti. acho que depois era bom mudar de assunto, ne?

mãos no violão

maio 26, 2008

testes fotograficos com grande tempo de exposição (10 segundos) e uma lanterninha.

já tinha feito umas coisas parecidas um tempo atrás, e conseguimos ate fazer uns sabres de luz.

depois de ver umas fotos muito bacanas ontem no quelque chose, fiquei com vontade de testar mais. coincidentemente, meu pai comprou uns isqueiros-lanternas hoje.

mais testes no meu flickr

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ps.: acabei de ficar sabendo que o picasso ja fazia isso, quase um seculo atras! chamou de light graffiti. se der um google aparece varias coisas!