Posts Tagged ‘são paulo’

e lá vamos nós….

janeiro 14, 2011

Não sei se dá azar começar o ano postando coisa ruim, mas é que só coisas tristes assim pra me fazer tirar um tempo pra manifestar a opinião.

Em três dias as chuvas destruíram cinco cidades no Rio de Janeiro, e mais uma centena de alagamentos por São Paulo.

Já tem um tempo que isso tá acontecendo, grandes desastres causados por chuvas e coisas do gênero. Há quem atribua a culpa à divindades, como se fosse um apocalipse.

Acho que é mais uma resposta da natureza para os abusos que o ser humano anda cometendo: ocupação desordenada de regiões de risco, impermeabilização do solo, toda uma série de desregulações no processo de urbanização.

Se pensar na natureza como uma divindade, então talvez seja mesmo um apocalipse. E os humanos não foram escolhidos pra ser salvos.

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virada 2010!

maio 17, 2010

dando continuidade à série, a terceira virada cultural que eu vou, e a terceira que acontece desde o surgimento do blog.

não sei se foi a programação que eu fiz ou se foi uma abertura de possibilidades, mas eu achei que esse ano houveram mais eventos fora do padrão shows e espetáculos de palco. um bom exemplo foi o desfile de isnetos gigantes no vale do anhangabaú, destas duas fotos, com maquinas de pedalar que remetiam às engenhocas de guerra medievais.

também havia umas instalações/oficinia chamada agigantador de pessoas, que filmava e projetava os participantes nos prédios (infelizmentenão fotografei).
além disso, algumas intervenções ficas, como as barracas no ex-arranhacéu sampaio moreira, na libero badaró.

pela primeira vez eu participei ativamente da virada, fazendo parte da jam de quadrinhos da livraria hqmix, uma história onde cada página é desenhada por uma pessoa, e que acontece já há mais de três anos.

um fato que fortalece a minha ideia de eventos diferentes na virada foi o grande número de pessoas perguntando se a jam, cujos participantes foram previamente agendados, era uma oficina livre.

também participei através de um evento espontâneo, aproveitei a ocasião pra desenterrar um projeto antigo que estava parado. na sequencia dos bichinhos inflaveis, o pinguim do liniers.

como de costume, a presença do bichinho chamou a atenção dos transeuntes. teve gentesentando do lado dele pra tirar foto, criança brincando, e até um que agradeceu por possuir uma camera digital e poder registrar o momento.

ficam duas reflexões aqui.

uma é que a escala do pinguim não foi suficiente pra uma praça. poderia ser um bicho gigante como os do j. a. harris (e o vento é forte o suficiente), ou poderiam ser dezenas de pinguins!

outra questão são as ações espontâneas. as vezes encontrávamos em alguns cantos uma música mais tímida, músicos independentes, e eventos que acreditamos ser extra-oficial (assim como era o pinguim). acredito que é uma possibilidade que se abre, utilizar a virada pra promover eventos paralelos e independentes. fica a ideia.

sketching in the rain – o retorno

novembro 21, 2009

hoje participei pela segunda vez de um sketchcrawl (teve também um post da primeira vez). dessa vez foi no parque do ipiranga.

foi um dia muito mais bonito que da outra vez (que choveu intensamente), o que possibilitou cerca de 100 participantes. mas eu cheguei já no meio da tarde, não tinha mais tanta gente, e já começava a chover. por causa da chuva acabamos ficando mais pelo museu.

fiquei mais satisfeito com os resultados dessa vez, já não to mais tão enferrujado. mas ainda sou um pouco preguiçoso pra fazer um acabamento decente, acabo optando por um esboço espacial.

separei os melhorezinhos aqui, mas se alguém quiser ver mais desenhos meus tem no flickr.

ps.: “in the rain” por que, das 5 edições paulistanas, 2 choveram. curiosamente as duas em que eu estive. acho que sou pé frio. ou pé molhado.

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setembro 23, 2009

DSCN3534

era zero horas e zero minutos no relógio da rua,
e eu olhei para o brecheret de dentro do meia meia nove a.

era precisamente zero horas e zero minutos. exatos. redondos.
quer dizer, não era tão redondo. era quadrado.
era digital. discretizado. era naquele relógio que marca inclusive a temperatura.

a temperatura eu não vi, por que à zero horas não tem trânsito na brigadeiro, nem na brasil.
e por isso o meia meia nove a passou rápido. só deu pra ver o brecheret, e que eram zero horas e zero minutos no relógio da rua.

desenhistas rastejantes – ou “sketching in the rain”

julho 11, 2009

hoje participei pela primeira vez de um sketchcrawl, que é um passeio desenhístico pela cidade. o evento ocorre em vários lugares pelo mundo, em são paulo foi a terceira edição.

infelizmente devido às condições climáticas (choveu) a participação foi pequena, impedindo de haver um novo recorde. mas foi possivel cumprir com os requisitos básicos do evento: “Caderninho na mão, lápis na outra, e toca desenhar pra se divertir, não pra ficar bonito”

foi bom pra tirar a ferrugem das juntas. tem mais alguns desenhos lá no flickr.

centro cultural são paulo

maio 16, 2009

ou ccsp, para os íntimos. é um edifício que junta biblioteca municipal (de literatura, música, arte, dramaturgia, sei la mais o que), biblioteca braile, auditório para teatro, música, filmes, espaço para exposições, oficinas, mesas de xadrez, mesas de estudo, jardins, enfim, bastante coisa.

acho que deu pra perceber que eu gosto dele né? acho que é um espaço muito bem gerido, com boas programações. também é um projeto muito bom, que alia uma linguagem inusitada, principalmente nesta cidade, com uma organização espacial muito interessante. arquitetos luiz telles e eurico prado lopes.

croqui

as imagens que eu pus aqui pra ilustrar não são das mais convencionais, mas são as que eu tenho na mão. mas vou postando mais, esse post é só pra inaugurar o assunto. já postei algumas coisas antes, mas não explicitamente do ccsp.

diz que fui por aí: especial virada cultural¹

abril 28, 2008

de 26 para 27 de maio foi a virada cultural em são paulo, grande evento pela cidade. inúmeros eventos, entre shows, filmes, exposições, apresentações e performances de diversos generos. é tanta coisa que a gente não sabe nem por onde começar.

e não soubemos mesmo. no fim fizemos quase nada. começamos vendo o grupo madeira de vento no teatro são pedro, um quinteto de clarinetes que toca chorinho e músicas populares. recomendo.

depois fomos ao centro, com algumas atrações em mente. mas no fim queríamos mesmo era ver o movimento.

todos os edifícios emblemáticos tinham alguma iluminação especial, dando um caráter comemorativo.

mas mais impresisonante mesmo é a movimentação das pessoas. e é realmente impresisonante, ver a cidade lotada de madrugada.

foram montados varios palcos em lugares estrategicos, como o vale do anhangabau, praça da republica, viaduto do chá. me agradou este da foto, na ladeira da memória.

passamos pela praça roosevelt, onde há varios teatros, além da livraria hqmix, onde rolava um jam session de quadrinhos.

tentamos ver o show dos mutantes, que estava muito lotado. deu pra ver bem as acrobatas penduradas por um guindaste, muito legal.

a conclusão foi que saímos pra ver um pouco de tudo, e vimos quase nada das atrações. mas vale pelo evento, que vem crescendo nos ultimos tempos.

além da possibilidade de pegar o metrô de madrugada.

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¹ ou “de noite eu rondo a cidade”, de paulo vanzolini, que se apresentou no municipal depois de anos longe dos palcos. inclusive passamos pela avenida são joão, no famigerado cruzamento da discórdia entre p. vanzolini e c. veloso, mas não houve nenhuma cena de sangue, até onde eu sei…