regras caseiras – monopoly deal

janeiro 4, 2012

ano novo, seção nova.

tirando a poeira do blog, um novo passatempo: jogos. a ideia dessa nova seção é comentar sobre jogos, a maioria de cartas ou de tabuleiro. mas não apenas comentar, porque sobre isso tem bastante coisa. a intenção aqui é registrar regras caseiras e/ou modificações/expansões “homemade”.

pra inaugurar essa seção, o jogo mais jogado no momento na minha casa: monopoly deal.
trata-se de uma versão do tradicional banco imobiliário adaptada para cartas. com duas vantagens grandes, é muito mais portátil e mais rápido (quantas pessoas já terminaram uma partida do tradicional?).
quem quiser um pouco mais de explicações, tem nesse blog.

as regras caseiras para esse jogo estão em constante evolução, mas vou deixar registrado aqui só as principais.

  • a primeira delas, contrariando as recomendações oficiais da própria hasbro, é de não mover livremente os coringas durante o jogo. uma vez afixado num jogo ele fica lá, a não ser que seja “expelido” por cartas de propriedade comuns.
  • uma regra-variação é a opção de vencer o jogo que mpossuir mais dinheiro no total (dinheiro e propriedades). o jogo finaliza normalmente, com a batida, e quem bate ganha 10 mil. então conta-se os pontos (como no buraco).

outros detalhes estão em desenvolvimento, volto a postar outra hora

ex-libris

outubro 26, 2011

é uma forma de demarcar a propriedade de um livro. tradicionalmente é um selinho que se cola na capa interna, mas muita gente faz com carimbo, que é muito mais divertido!

acabei de fazer o meu (levou só um ano):

a versão original e o carimbado. tá assim grandão pra mostrar a textura, mas ele é pequenininho, tem 3cm de altura.

fiz também um pra miloca, inspirado na pagú:

 

esse foi mais ousado, com mais áreas chapadas e traços mais delicados (o tamanho é o mesmo). dá mais problemas na hora que carimba.

a motivação inicial foi o ex-libris da bel, e depois fui ver que bastante gente faz. e espero que bastante gente ainda faça!

tirando a poeira

setembro 29, 2011

frederico alfredo e totó – virada cultural 2011

abril 18, 2011

mais uma virada, sempre na expectativa de sentir como a cidade pode ser usada durante a noite.

esse ano pareceu um pouco diferente dos anteriores (se bem que cada um eu fui num horário bem diferente, o que dificulta a comparação), as pessoas pareciam mais tranquilas, ehaviam bastante lixeiras e avisos para evitar o saldo final dos outros anos. em compensação, também parecia que haviam menos shows e acontecimentos em geral. às 23h era possível andar tranquilamente pelos arredores da praça da república.

pra reclamar um pouco mais, os únicos dois eventos que havíamos programado foram frustrados. o primeiro foi cancelado, o passeio noturno no parque da luz. o segundo foi mal informado: o site do cinesesc dizia que os ingressos seriam distribuidos 1h antes da sessão dos filmes, mas na verdade foram distribuídos durante a tarde.

no fim das contas, as única atividade realizadas foram uma caminhada pelo centro (não diferente das habituais) e a segunda edição dos infláveis, o frederico alfredo e seu amigo totó, dando continuidade ao ano passado, num desenvolvimento um pouco lento. esse ano foi testado um boneco maior, que aproveita mais o vento e dialoga melhor com a escala urbana, que resultou numa interação maior com as pessoas.

êrros ortographycos?

março 7, 2011

Já cansei de ouvir acusações de que o computador e a internet deseducam os jovens, tornando-os preguiçosos para escrever, o que é ricamente ilustrado pelas abreviações do tipo “q”, “vc”, além de erros e desleixos ortográficos.

O que ninguém lembra é que a língua não é uma coisa estática, e há não muito tempo atrás a grafia de muitas palavras era diferente.

No mapa Sara Brasil (de 1930, executado pelo “methodo Nistri de aerophotogrammetria”) encontramos palavras como “organisado”, “empreza”, “officiaes”, etc. Em outro mapa, de 1924, está grafado “organizada pelo escriptorio technico”, de modo que parecem valer as duas opções.

Curiosamente, me deparei com uma citação que não apenas contém palavras grafia diferente da atual, como também abreviações interessantes (ressaltando que se trata de um documento oficial):

Em 1776, o diretor do aldeamento de Itaquaquecetuba recebia a seguinte ordem: ‘que não consinta, q. os Indios vivão desagregados nos matos, antes sim os congregue, e faça morar nessa Aldeya, onde devem pernoitar todas as noites, fazendo-os ir de manhã cedo a trabalhar nas terras, q. les destinar pª elles fazerem as suas roças, q. devem ser quanto mais perto possível dessa Aldeya’.
(LANGENBUCH, J. R. – A Estruturação da Grande São Paulo, 1971. p 56)

Ou seja:

1. Há menos de um século atrás era possível trocar um s por um z; mas nas ultimas décadas isso virou culpa da internet.

2. Há mais de dois séculos atrás já se usava a abreviação para “que”; ao contrário do que costuma-se afirmar, isso também não é culpa da internet.

3 anos de kikipédia

fevereiro 25, 2011

num ritmo descrescente contínuo, mas ainda assim vivo, mesmo que suspirante e agonizante.

em partes por que tenho conseguido trazer de volta a diversão para dentro das obrigações, o que diminui a necessidade de um canal extra de diversão e reflexão.

museu da língua

janeiro 20, 2011

fui visitar o museu da língua portuguesa, instalado no edifício da estação da luz, pra ver a exposição sobre o fernando pessoa. as impressões que eu tive quando fui da primeira vez (ver a exposição sobre a clarice lispector) se reforçaram.

daquela vez não permitiam fotografar nada, por isso acho que nem me animei a postar sobre. o que eu acho que é uma idiotice, pois o povo que vai visitar quer fotografar por que gostou do negócio. agora já permitem, só que sem flash (e tem motivo pra isso, como veremos), e minha teoria se confirmou: muita gente posando pra se fotografar no meio da exposição. é um meio de “consumir” as instalações.

logo na entrada tem uma escultura muito interessante (autoria de rafic farah), uma árvore de palavras. só acho que ela fica muito espremida entre os dois elevadores, mas a verticalidade dela tem a ver com a prumada do acesso.

logo de cara a gente é convidado a assistir um filminho, no terceiro andar. dois, na verdade.

o primeiro é um filme comum (exceto pelo formato da tela, que é extra-wide, usava três projetores, dá pra ver de leve a marca de sobreposição na foto). fala sobre a evolução da língua, etc., é até interessante. mas a produção visual é extremamente exagerada (pra não dizer brega).

a segunda sessão é bem mais interessante, vários poemas recitados por pessoas variadas (atores, cantores, poetas, eventualmente os próprios autores) acompanhado de animações relacionadas, projetadas no teto (por mais quatro aparelhos data-show), de qualidade gráfica muito superior ao video anterior.

a interferência da estrutura de madeira da cobertura é um dos únicos indícios de que o museu se encontra dentro de uma estação de trem centenária.

nessa hora entendi por que proibem o uso de flash. as animações tem sempre fundo preto, o que exige escuridão total (nota-se a foto bastante granulada). mesmo a luz do autofoco da camera, aquela laranja, chega a incomodar (tive que desligar ela).

depois disso partimos para o primeiro andar, a exposição do fernando pessoa.

os dois vídeos assistidos são “padrão”, fazem parte das exposições permanentes (no segundo andar, não visitamos dessa vez). senti falta de um vídeo introduzindo o poeta, sua obra, etc. de repente a gente dá de cara com mil heterônimos e uma cenografia extasiante, achei um pouco traumático.

como é característico do museu, a exposição esbalda tecnologia, nem sempre com sucesso.

logo na entrada há umas cabines para os principais heterônimos, com citações projetadas. no chão há um circulo marcado, onde a pessoa se posiciona pra ler e, pela presença, a projeção avança automaticamente para a próxima citação. as cabines estavam totalmente desabitadas, e o mecanismo de avançar a projeção não funcionava tão bem, fazendo-nos desistir de ler.

pra contrabalançar, um recurso tecnológico que me pareceu funcionar bem era um fac-símile de um caderno projetado numa mesa, cujas páginas são viradas ao passar a mão sobre ele. simples e muito mais intuitivo.

havia também uma espécie de labirinto com citações nas paredes (nem fotografei, acho que acabei me focando na parte tecnológica). Algumas coisas achei gratuitas (ou não entendi mesmo), como letras prateadas ou coladas em tabuinhas, mas haviam outras bem interessantes, como o uso de espelhos pra ler poemas escritos invertidos na parede, e furos nas paredes que separavam para espiar outro ambiente. tudo mais simples (e econômico), e não menos funcional.

enfim, meu parecer final (ainda) é: exposição bem montada, com recursos para investir, mas exagerando na parte tecnológica, o que acaba tirando um pouco o foco do conteúdo.

me lembro, por exemplo, que entre tantas pirotecnias na exposição da clarice, o que mais me tocou foi um simples vídeo com depoimentos dela.

ps.: se alguém estiver a passeio pro lá, recomendo visitar as pinacotecas, principalmente o memorial da resistência.

e lá vamos nós….

janeiro 14, 2011

Não sei se dá azar começar o ano postando coisa ruim, mas é que só coisas tristes assim pra me fazer tirar um tempo pra manifestar a opinião.

Em três dias as chuvas destruíram cinco cidades no Rio de Janeiro, e mais uma centena de alagamentos por São Paulo.

Já tem um tempo que isso tá acontecendo, grandes desastres causados por chuvas e coisas do gênero. Há quem atribua a culpa à divindades, como se fosse um apocalipse.

Acho que é mais uma resposta da natureza para os abusos que o ser humano anda cometendo: ocupação desordenada de regiões de risco, impermeabilização do solo, toda uma série de desregulações no processo de urbanização.

Se pensar na natureza como uma divindade, então talvez seja mesmo um apocalipse. E os humanos não foram escolhidos pra ser salvos.

Os números de 2010

janeiro 2, 2011

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Cerca de 3 milhões de pessoas visitam o Taj Mahal todos os anos. Este blog foi visitado cerca de 28,000 vezes em 2010. Se este blog fosse o Taj Mahal, eram precisos 3 dias para que essas pessoas o visitassem.

 

Em 2010, escreveu 16 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 170 artigos. Fez upload de 11 imagens, ocupando um total de 950kb. Isso equivale a cerca de uma imagem por mês.

The busiest day of the year was 16 de novembro with 313 views. The most popular post that day was richard serra.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram forum.cifraclub.com.br, forum.cifraclub.terra.com.br, search.conduit.com, google.com.br e twitter.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por reticula, imagens em movimento, padroes, parque centenario mogi das cruzes e ciso

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

richard serra novembro, 2008
1 comentário

2

Fender Stratocaster e Gibson Les Paul – o projeto da guitarra e a produção industrial maio, 2009
5 comentários

3

anaglifo agosto, 2008
6 comentários

4

parque centenário da imigração japonesa julho, 2008
7 comentários

5

minifuzz – pedal handmade março, 2008
5 comentários

miniprotesto

novembro 23, 2010

eis que um protesto brincadeira acabou saindo mais eficaz que o planejado.

eram dois pregos grandes saltando pra fora de uma tábua do tapume de uma obra, no meio do caminho (afinal eles tomam metade da calçada) e numa altura machucável (um na altura do rosto, outro na altura da coxa).

com o intuito de no mínimo sinalizar aos desavisados, e também pra demonstrar o descontentamento, confeccionei dois adesivos-bandeira, que até ornaram com a cor do tapume.

colei-os pela manhã, na minha caminhada cotidiana para o trabalho. voltando pra casa no fim da tarde esperava encontrar os pregos sem a bandeiras, mas encontrei foi o tapume sem os pregos! melhor que a encomenda!


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